segunda, 25 de setembro de 2017 - 12:08:07 PM
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Lucio Jaques
PUBLICADA EM 25 de agosto de 2017 - 12:05 PM

A crise chegou ao governo de Santa Catarina

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Por mais que o governo do estado tente não demonstrar, com investimentos em alguns setores da economia catarinense, a crise financeira chegou forte no governo do estado. Durante a última reunião do colegiado, que o governador Raimundo Colombo não participou, a má notícia foi repassada pelo secretário da Fazenda, Almir Borges, que apresentou um cenário dramático ao afirmar que as contas não fecham. Entre as previsões preocupantes para 2018 está o pagamento de R$ 1,8 bi, só de juros da dívida. Sem falar que a folha salarial deve ter crescimento vegetativo de mais R$ 600 milhões.

Investimento é zero

O vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB), que participou da reunião do colegiado, foi taxativo em sua análise sobre a situação do estado que a crise chegou fortemente em Santa Catarina. “É preciso adequar as despesas, urgentemente, porque a receita está adequada. Neste momento, não temos como fechar o orçamento de 2018. E a previsão para investimentos é zero”, afirmou. A maior preocupação  neste momento é manter os salários dos funcionários em dia e viabilizar as atividades consideradas essenciais.

PSD interferiu na convenção do PP

A declaração do vice-governador Eduardo Pinho Moreira, de que o PSD interferiu na convenção do PP mexeu com os brios dos progressistas, principalmente do presidente estadual, o deputado federal Esperidião Amin. Moreira afirmou, ainda, que em breve vai mostrar o que aconteceu nos bastidores da convenção. “Foi coisa muito pesada e que denigre a classe política. Infelizmente, eles usam essas práticas aqui em nosso estado”, disse o peemedebista. Sem dúvidas estas declarações colocaram ainda mais lenha na fogueira que separa peemedebistas e progressistas de uma futura aliança.

Amin desafia

O presidente do PP, deputado Esperidião Amin desafiou Eduardo Pinho Moreira a falar com o governador Raimundo Colombo (PSD) ou o Ministério Público sobre as acusações. “Se ele sabe de irregularidades, ele tem que denunciar. Fora disso, será uma indignidade. O que ele não pode é guardar para si, ou para um conchavo ou achaque”, afirmou Amin. Em síntese, as denúncias são graves, ainda mais vindas da boca do vice-governador.

Oportunista, não…

O presidente estadual do PP, deputado federal Esperidião Amin respondeu a acusação feita por Eduardo Pinho Moreira de que o PP é “oportunista”, por estar no governo de Raimundo Colombo (PSD). “Em matéria de oportunismo, ninguém pode ensinar nada a Pinho Moreira e nem ao PMDB. Ninguém conseguirá ensinar nada para ele. O Eduardo tem mais tempo como vice-governador, do que qualquer trabalhador normal em sua atividade”, afirmou Amin.

Nem com reza

Este debate acalorado, com acusações entre Esperidião Amin e Pinho Moreira, reabre as velhas feridas entre os dois partidos. Está claro que o PMDB e PP não estarão juntos em uma aliança nas eleições do ano que vem e ponto final. “Nem com reza de santo”, como diz o velho ditado popular. Até lá, ainda vamos ver muita roupa suja sendo lavada.

Recado de Merisio

A participação do presidente estadual do PSD, deputado Gelson Merisio, na convenção do PP foi um recado claro ao PMDB de que o PSD, partido que ele comanda, estará com o PP nas próximas eleições. Meriso já conta com o apoio do PP e PSB e outros partidos pequenos, o suficiente neste momento para apresentar o seu projeto político para 2018, sem necessariamente contar o PMDB. Não precisa dizer mais nada, ou precisa? Resta saber como, administrativamente, isto vai ser digerido pelo PSD e PMDB que governam o estado. O governador Raimundo Colombo está em uma encruzilhada.

Adiada reunião do PSDB de Xanxerê

A tão esperada reunião dos tucanos de Xanxerê, que aconteceria na última quinta-feira (24) foi adiada para a semana que vem. O motivo alegado foi de que o presidente estadual, deputado Marcos Vieira, teve um compromisso inadiável com a executiva nacional em Brasília. A data para o novo encontro ainda não foi definida, conforme lideranças tucanas. Mas uma coisa é certa. Está longe de haver algum consenso entre as duas alas do PSDB, uma que está no governo e outra que é oposição.

 

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