segunda, 25 de setembro de 2017 - 12:06:57 PM
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Lucio Jaques
PUBLICADA EM 04 de setembro de 2017 - 5:54 PM

Novo cenário político no estado

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Com o lançamento do pré-candidato ao governo, o tucano Paulo Bauer, o cenário político catarinense começa a se definir entre as três maiores forças política do estado – PSD, PMDB e PSDB. O PSD, diga-se Gelson Merisio, já conta com uma aliança mais sólida, composta por duas forças partidárias, o PSB e PP, entre outros partidos como PV, PROS e PRB  que estão sendo negociando apoio. O PMDB continua sozinho na disputa eleitoral do ano que vem e aposta todas as fichas no nome do deputado federal Mauro Mariani, mas precisa buscar partidos para fortalecer seu projeto político. O PMDB precisa de mais um partido com musculatura para alavancar seu projeto para as eleições, assim como o PSDB. O PSD continua na frente de ambos com uma aliança mais solidificada para disputa. Mas a grande pregunta é quem vai com quem.  Já o PT deve liderar uma aliança com partidos de esquerda, em cima do nome do deputado federal Décio Lima.

PMDB mais próximo do DEM

“Estamos mais próximos do DEM do que do PSD”, disse o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, em recente entrevista. Moreira afirma ser difícil reeditar uma coligação novamente entre PMDB e PSD, diante de manifestações das lideranças do PSD. “Se bem que a divisão interna deles é muito evidente. É forte! Talvez um vulcão”, afirma Moreira.

PSDB e PMDB juntos…

Nem o PMDB, nem o PSDB, vão ousar sair com chapa pura nas próximas eleições, por mais que ambos os partidos blefem afirmando esta hipótese, caso necessário. Resta saber quem vai abrir mão da cabeça ao governo para ser vice na chapa majoritária. Já nos bastidores corre uma conversa ao pé de ouvido que está sendo conversado entre os tucanos e peemedebistas uma reviravolta no cenário político, dependendo do andamento das alianças. A conversa é que o PMDB indicaria um vice para disputar com Paulo Bauer o governo do estado, ano que vem, contra a Tríplice Aliança – PSD, PSB e PP.

Alianças estão adiantadas

Esta eleição para governador do estado está sendo atípica, praticamente um ano antes os partidos já lançaram seus pré-candidatos ao governo, antecipando o processo eleitoral. A candidatura do pessedista Gelson Meriso já vem sendo apontada desde 2016 e consolidada no ultimo mês de abril, com apoio explícito do governador Raimundo Colombo. No mês de agosto foi a vez do PMDB lançar Mauro Mariani e em setembro o PSDB lançou o senador Paulo Bauer.  Na realidade, até o momento, estas pré-candidaturas fazem parte do jogo político, como forma de mostrar força perante os adversários que poderão ser, num futuro breve, aliados. Vamos deixar clara uma coisa, a candidatura a governador dos candidatos só terá validade após a homologação em convenção, que deve acontecer no ano que vem.  No momento, as negociações e provocações fazem parte do jogo pré-eleitoral.

Especulações e incertezas

O momento político é de muita especulação, incertezas e blefes. Mesmo com a disputa do governo do estado já estar nas ruas com nomes de possíveis candidatos, muita coisa pode acontecer até as eleições do ano que vem. Não vamos esquecer que a operação Lava Jato está a todo vapor e tende a respingar, ainda mais, em Santa Catarina, pegando de surpresa muita liderança política envolvida em esquemas da Lava Jato. Caso isto aconteça, mudará novamente o cenário político.

O clima não dos melhores

O clima entre o PMDB e PSD não é dos melhores. Já faz tempo desde que o deputado Gelson Merisio começou a apresentar o seu projeto político ano passado e postular como pré-candidato ao governo. Não foram poucas as alfinetadas entre Pinho Moreira e Merisio. Mas a ebulição deste descontentamento foi o apoio explícito do PP ao projeto de Merisio em 2018. Quem vem recebendo recados deste descontentamento por parte dos peemedebistas é o governador Raimundo Colombo, que se faz de mal entendido. Este descontentamento já chegou na Assembleia Legislativa, onde alguns deputados do PMDB tem feito corpo mole para aprovar alguns projetos do governo.

Não vai sair do governo

Ninguém acredita que o PMDB venha sair do governo, devido a este descontentamento com o PSD, diga-se Gelson Merisio, como alguns chegam até a sugerir, até porque o partido tem mais da metade dos cargos sob seu comando no governo. Outro fator é que os dois partidos estão no governo e nada foi definido na eleição, podem até estar juntos no ano que vem, dependendo do cenário eleitoral. Em política não existe ponto final.

Eleição em Abelardo Luz

A eleição para prefeito em Abelardo Luz foi muito acirrada. Wilamir Cavassini (PSDB) venceu com 4.000 votos, 41,34% dos votos válidos, 414 votos de diferença de Celso Santin (PMDB), que fez 3.586 votos, 37,08%. A vitória do tucano, mais uma vez, comprovou que as pesquisas são apenas um indicativo de voto, mas a decisão mesmo vem na urna, na hora da eleição. Nem a própria pesquisa do prefeito eleito apontava este resultado.

Mudança de cenário

Com a vitória do tucano Wilamir Cavassini, na eleição para prefeito em Abelardo Luz, muda todo o cenário político na Câmara de Vereadores. Com a volta do presidente Lucas Sernajoto, atual prefeito interino, o PMDB tem três vereadores, o PSC um, o PT dois, PSD dois, PP dois e PSDB um. Com isso, se configura que o próximo prefeito terá seis vereadores na oposição, ou seja, PMDB e PSC – que estão no mesmo grupo, e PT. Já a situação fica com cinco vereadores. Resta saber se o prefeito Cavassini e seu grupo conseguirão trazer mais um vereador para a base de apoio a seu governo. Caso contrário, terá uma oposição ferrenha na Câmara. Não adianta, toda eleição deixa resquícios. Lembrando que a presidência da Câmara fica com o peemedebista Sernajoto até o final de 2018.

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