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Lucio Jaques
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PUBLICADA EM 29 de agosto de 2021 - 3:03 PM

Gesto de mãos dadas entre Jorginho e Lunelli alerta líderes do MDB

 

Os movimentos nos bastidores políticos, visando às eleições de 2022, vem acontecendo intensamente. O gesto entre o senador Jorginho Mello, presidente estadual do PL, e o pré-candidatíssimo ao governo, prefeito licenciado de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, de mãos dadas pode ser interpretado de várias formas. Lunelli é pré-candidato ao governo pelo MDB e vem demonstrando sua insatisfação com o partido e com o adiamento das prévias para 15 de fevereiro de 2022. Já vazaram conversas que Lunelli estaria disposto a trocar de sigla para fortalecer seu projeto ao governo.

Questão da presença

O senador Jorginho Mello esteve em Jaraguá do Sul esta semana para entregar recursos no valor de R$ 1,1 milhão para pavimentação asfáltica e fez questão da presença de Lunelli. A ordem de serviço foi entregue no gabinete do prefeito licenciado e para comemorar fizeram um gesto de mãos dadas. Este gesto do senador deixa claro a sua intenção de uma aproximação com Lunelli. Os emedebistas já estão em alerta. Muitos emedebistas não veem com bons olhos esta aproximação com o governador Carlos Moisés, Lunelli é um deles. Líderes do MDB e a bancada dos deputados na Alesc estão preocupados com os movimentos de Antídio Lunelli e sua possível ruptura com o MDB. O líder da bancada na Alesc, o deputado Valdir Cobalchini, já correu para convidar Lunelli para a tradicional reunião almoço da bancada. A primeira deve acontecer nesta terça-feira (31). Os líderes do MDB sabem do potencial político de Lunelli como pré-candidato ao governo e não querem correr o risco de perder a liderança para outro partido. Estaria aí o começo de uma discussão para formação de uma chapa para disputar o pleito eleitoral do ano que vem? A conferir.

Avaliar

Conversei com algumas lideranças emedebistas neste domingo e apoiadores de pré-candidato ao governo Antídio Lunelli. Disseram que em 15 dias deve acontecer uma reunião de avaliação sobre o andamento das prévias e a situação. “Tudo pode acontecer”, antecipou uma liderança. Em síntese, neste momento o jogo de palavras e frases fortes parecem estar em alta no ninho dos pés vermelhos.

O nosso senador

Nos bastidores, os caciques emedebistas chamam o senador Jorginho Mello (PL) de “o nosso senador”, mas não se enganem, não é um elogio, mas sim uma forma de ironizar. Os emedebistas falam em alto e bom tom que Mello só se elegeu graças ao apoio do MDB. Mello para os caciques e alguns filiados é “persona no grata” e querem distância do senador. Mas foi o próprio MDB que chamou e elegeu Mello.

Ebulição no MDB

Por mais que a cúpula do MDB afirme que está tudo tranquilo e com unidade não é bem o que acontece. O resultado da última reunião do diretório, quando ficou acertada a realização das prévias para 15 de fevereiro de 2022, alas do MDB catarinense saíram descontentes, por mais que tenham aceitado a decisão, goela abaixo, pelos deputados e líderes. Internamente, sente-se uma certa ebulição de descontentamentos. Tanto o prefeito de Jaraguá do Sul, Antidio Lunelli, como o senador Dário Berger não digeriram bem continuar no governo apoiando Moisés. Isto não fortalece o projeto do partido para disputar as eleições. Nem o candidato.

Projeto solo

O senador Dário Berger, busca fortalecer seu projeto como pré-candidato do MDB ao governo, mas sabe que esta luta é solo. Manifestações como as da bancada em apoio a Lunelli são claras, por parte de deputados estaduais e federais, bem como de prefeitos do interior, principalmente do grande Oeste. Berger sente na pele mais uma vez o chamado “fogo amigo”, ignorando em alguns momentos todos seus esforços para a conquista da vaga ao governo.  A leitura que se pode fazer hoje sobre a insistência do MDB em ficar fazendo parte do governo tem varias nuances. Primeiro garantir as emendas prometidas para repassar aos prefeitos e garantir uma campanha mais tranquila. Garantir os cargos ocupados no governo e o estrondoso crescimento de Moisés politicamente. As pesquisas não têm sido as melhores companheiras . Os três pré-candidatos do partido ainda não deslancharam perante o eleitor catarinense.

 

 

 

 

 

 

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