domingo, 15 de dezembro de 2019 - 06:13:07 PM
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Lucio Jaques
Andrioli Projetos
PUBLICADA EM 07 de agosto de 2019 - 9:08 PM

Agronegócio ameaça parar se governo não voltar atrás na isenção do ICMS

Reana Seguros

A taxação dos defensivos agrícolas por parte do governo do estado não agradou os produtores rurais, muito menos os representantes do agronegócio. Nesta quarta-feira (7), o presidente dos Produtores Rurais de Xanxerê, Bruno Bortoluzzi, falou sobre da contrariedade da categoria contra o chamado “Imposto Verde”, que começou a vigorar a partir de 1º de agosto, quando o governo retirou a isenção de 17% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos agrotóxicos.

Conforme Bortoluzzi, o governador Carlos Moisés está extremamente  equivocado em fazer o estado de Santa Catarina pagar este preço, perante o Brasil. “Santa Catarina sempre foi visto como um estado acolhedor e de um ambiente produtivo, que recebe bem o empreendedor e traz empresários de todo o país para investir no estado. Nosso estado é uma pequena parcela do território nacional, mas temos, sem dúvidas, o povo mais valoroso e empreendedor do Brasil. É uma pena que o governador Moisés juntamente com o secretário da Fazenda (Paulo Eli) estejam cometendo este equívoco, que, se mantido, vai acabar com o agronegócio”, reclama.

Para ele, se o governo continuar nesta falta de entendimento irá destruir a economia catarinense. “O empresário que está em Santa Catarina, a hora em que for prejudicado com alta taxações de impostos, imediatamente vai se mudar de Santa Catarina para outro Estado. O governador esquece que nós temos do nosso lado o Rio Grande do Sul, que é praticamente um país, em questão territorial e riqueza. Ao norte temos o Estado do Paraná, outro país de fortalecimento e agricultura forte, de indústrias e extensão territorial, e no meio nossa bela e linda Santa Catarina que não pode ser prejudicada e esfacelada a sua economia”, argumenta.

Bortoluzzi afirma que o governador Moisés está levantando uma bandeira muito perigosa para o desenvolvimento de Santa Catarina. “Espero que os deputados tenham a força necessária, inteligência e a coragem para corrigir o rumo do que está acontecendo na economia catarinense, com esta tributação absurda. É inadmissível que uma reforma tributária esteja sendo discutida e planejada, em nível de Brasil, e Santa Catarina se antecipar e atravessar com uma reforma tributária no estado. O Confaz tem o convênio 100 que vai até abril do ano que vem e o governador rompeu com este convênio”, conta.

O produtor rural espera que até esta quinta-feira (8) haja uma decisão por parte do governo do Estado e alerta: “Se não houver uma solução, no sábado o agronegócio e outros segmentos irão realizar uma grande manifestação. Todos estão perdendo, tivemos majoração no preço do botijão de gás, entre outros produtos. Tem gente querendo colocar na cabeça do povo que defensivo agrícola mata, pelo contrário, defensivo agrícola salva. O agrônomo receita um defensivo para salvar a planta e evitar a doença, assim como faz o médico, quando receita um remédio. O que o governo deve fazer é fiscalizar o bom uso destes produtos. Se não tivessem os defensivos no Brasil e no mundo, o povo estaria morrendo de fome. Agora, majorar o defensivo agrícola em 17% para evitar que se consuma é bobagem. O produtor vai buscar no Paraná e Rio Grande do Sul, que é mais barato. Se persistir esta majoração do ICMS vai acabar com a cadeia do frango, suíno, entre outras. O agronegócio vai parar Santa Catarina e vamos mostrar para o povo que o agro representa 70% das exportações do estado de Santa Catarina. Temos que deixar bem claro, somos uma classe que produz alimentos para a nação e o mundo”, enfatiza.

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