quinta, 16 de agosto de 2018 - 05:37:27 AM
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Lucio Jaques
Câmaraz Jovem
Sessões agosto
PUBLICADA EM 08 de agosto de 2018 - 3:30 PM

Assessores econômicos de presidenciáveis dizem como veem a situação do país

Cartão Sipag

Em debate promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), assessores dos candidatos Guilherme Boulos (Psol), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede) debateram propostas para recuperar o país.

O economista Marco Antonio Rocha, assessor econômico da campanha de Boulos, afirmou em debate que o candidato possui um plano emergencial para recuperar a economia no curto prazo e gerar empregos. “Tivemos um alto grau de endividamento e uma queda significativa da rentabilidade do setor privado, mas também houve um processo estrutural de esvaziamento da matriz industrial brasileira”, afirmou.

Sobre a gestão macroeconômica, o economista defendeu a mudança do “aparato fiscalista”, para que as ações se voltem ao desenvolvimento econômico. “Viemos de uma gestão importante para estabilizar preços, mas sem efeitos na estabilização macroeconômica”, criticou.Segundo Rocha, o programa prevê a reorganização dos instrumentos de intervenção na economia, além do fortalecimento dos bancos públicos e de fomento.

O economista também defendeu a organização do desenvolvimento produtivo a partir de carências na infraestrutura urbana e logística. Esses investimentos, acrescentou, possibilitaria o aumento do adensamento tecnológico nas cidades brasileiras. “O investimento será vetor estruturante de nichos tecnológicos para criar mercado e ajudar micro e pequenas empresas”, concluiu.

PT

O economista Márcio Pochmann, O assessor econômico da campanha de Lula, afirmou que o partido pretende revogar o teto de gastos e a reforma trabalhista. “O Brasil está prisioneiro de uma armadilha recessiva. O nosso plano prevê a retomada das obras públicas e de um crédito mais barato e difundido. A base do programa é a retomada dos investimentos em infraestrutura, na retomada industrialização e no desenvolvimento tecnológico”, disse.

Segundo ele, o atual plano de governo do PT é um é um dos mais ousados que o partido já conseguiu desenvolver. “Nas últimas eleições, os planos de governo estavam assentados na perspectiva de que vivíamos uma sociedade urbana industrial permeada de mudanças. Agora o programa se assenta em outra hipótese, em outro período histórico, a começar pela natureza do golpe de 2016, que mudou a ordem política e adotou um receituário neoliberal”, completou.

PDT

O coordenador do programa de governo de Ciro, Nelson Marconi, defendeu a realização das reformas fiscal, tributária e da Previdência. “A nossa reforma tributária propõe que a carga tributária seja menor sobre pessoas jurídicas e maior sobre pessoas físicas, sobretudo os mais ricos. Também defendemos a revogação do Teto de Gastos, que não controlou despesas e reduziu o Estado”, detalhou.

Marconi repetiu que o governo de Ciro buscará zerar o déficit primário em dois anos e defendeu a redução da taxa básica de juros Selic. “Temos que ter um teto para a dívida, buscando preservar investimentos, e as áreas de saúde e educação. Com reforma fiscal e a redução dos juros, teremos câmbio competitivo para a indústria”, completou.

Além disso, ele citou a necessidade de outras medidas, voltadas para a política industrial e a área de infraestrutura. Marconi disse que a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) voltará a ser a taxa referencial dos empréstimos do BNDES no governo do BNDES. “Queremos retomar protagonismo do BNDES nos financiamentos e alguns setores são considerados prioritários, como defesa, saúde,  agronegócio e energia”, acrescentou.

Rede

Para Eduardo Bandeira de Mello, filiado a Rede, o papel dos bancos de desenvolvimento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na retomada dos investimentos e no crescimento da economia é importante. “Se o BNDES foi usado para políticas econômicas indevidas, isso não deve servir para que seja questionado o papel dos bancos de desenvolvimento para que possamos retomar as taxas de crescimento que a economia teve no passado”, comentou.

Segundo Bandeira, o apreço de Marina pelo BNDES é público. “A relação que ela teve com o BNDES quando foi ministra do Meio Ambiente não deixa a menor dúvida. Tanto que ela fez questão que o Fundo da Amazônia, criado em parceria com o governo da Noruega, fosse administrado pelo banco”, completou.

Podemos

A coordenadora do plano de campanha de Álvaro Dias, Ana Paula Oliveira, defendeu que a economia precisa crescer 5% ao ano. “Nosso plano prevê o incentivo à inovação, o fortalecimento da indústria e do agronegócio, o fortalecimento do empreendedorismo e a reconstrução da rede de infraestrutura. Nosso objetivo é crescer no mínimo 5% ao ano em média e criar pelo menos 10 milhões de empregos”, projetou.

Para ela, o deficit fiscal é o principal desafio do próximo governo, além de ser necessária uma simplificação tributária. O plano de governo também prevê a revisão de todas as despesas federais, com o estabelecimento de um orçamento de base zero. Ela defendeu uma proposta de reforma na Previdência que leve ao mercado um novo produto com contas individualizadas e capitalizadas com ativos da União.

MDB

Camargo ressaltou que Meirelles trabalhará para aprovar a reforma da Previdência nos três primeiros meses do governo.Essa reforma, diz o economista, seria um pouco mais dura que a atual proposta que tramita no Congresso Nacional.A ideia é aprovar uma reforma com algumas mudanças para torná-la um pouco mais rigorosa para que a convergência para a idade mínima seja mais rápida que os 20 anos propostos no relatório”, disse.

Ele ainda defende a intenção de rediscutir as renúncias tributárias e as vinculações do Orçamento. Além disso, Camargo defende que a própria execução do Orçamento seja mais rígida. “A partir daí, uma vez aprovado, o Orçamento será impositivo. A estrutura do Orçamento é definido na discussão no Congresso. Base e oposição vão definir as prioridades e, a partir daí, vamos executar de forma impositiva. Todos os anos vamos fazer isso sistematicamente”, defendeu.

 

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