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PUBLICADA EM 05 de julho de 2018 - 1:00 PM

Audiência em Chapecó debaterá plantio de árvores próximo à rede elétrica

Reana Seguros

Principal motivo de apagões no fornecimento de energia elétrica, o contato de árvores exóticas com a rede energizada será tema de audiência pública que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizará nesta sexta-feira (6), em Chapecó, às 10h, na sede da Associação das Câmaras Municipais do Oeste Catarinense (Acamosc). No evento também será debatido o fortalecimento da Celesc pública.

A audiência foi proposta pelo deputado Dirceu Dresch (PT), que é autor do Projeto de Lei 71/2015, que fixa limites para o plantio de árvores exóticas, como pinus e eucaliptos, nas proximidades da rede de distribuição de energia elétrica.

A proposta tem o apoio da Celesc, de entidades da agricultura familiar como a Fetraf-Sul e Fetaesc, e recebeu moção de apoio de várias Câmaras de Vereadores, mas sofre a pressão do setor madeireiro. Aprovado em todas as comissões, o projeto não foi votado. Os deputados Marcos Vieira (PSDB) e Milton Hobus (PSD) apresentaram emendas em plenário e fizeram com que a matéria retornasse à Comissão de Constituição e Justiça.

O impasse está na distância mínima a ser respeitada. A proposta de Dresch determina que o plantio de árvores exóticas respeite uma distância mínima de 20 metros de cada lado em relação às linhas de distribuição. Para viabilizar a aprovação, o deputado costura uma mudança nessa distância. Plantações de eucalipto teriam que respeitar uma faixa de 15 metros de cada lado da rede elétrica. No caso de pinus, a distância  seria de 7,5 metros de cada lado.

Interrupções

Dados apurados mostram que mais de 70% das interrupções no sistema de distribuição de energia, principalmente na área rural, têm como causa o contato de árvores de reflorestamento com a rede energizada. Devido à falta de legislação específica muitas plantações de árvores são constituídas muito próximas da rede. “Um vendaval ou uma simples casca do caule do eucalipto que se desprenda e caia sobre a fiação faz toda a rede cair, gerando prejuízos incalculáveis. Isso precisa ser resolvido”, defende Dresch.

Deficiência

Além dos apagões, outro grande problema no meio rural que será debatido é a rede monofásica de energia.  Conforme Dresch, é preciso manter a Celesc pública, fortalecida e eficiente para a modernizar a rede de distribuição, substituindo a rede monofásica pela trifásica, além de garantir  reforço no número de equipes para atender os chamados. “A terceirização dos serviços compromete a agilidade no atendimento. Nossa rede atual é arcaica e há muito tempo já foi ultrapassada pela modernização do processo produtivo do meio rural, que demanda cada vez mais energia. É urgente a substituição dos 42 mil quilômetros de rede monofásica por trifásica no interior. Hoje, 55% da rede de distribuição é monofásica, isso é um grande atraso”, frisa Dresch.

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