quarta, 23 de outubro de 2019 - 05:33:45 PM
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Lucio Jaques
Andrioli Projetos
PUBLICADA EM 09 de outubro de 2019 - 6:07 PM

Bolsonaro é “esquecido” no PSL

Reana Seguros

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, avaliou nesta quarta-feira (9) que a fala do presidente Jair Bolsonaro sobre o partido foi “terminal”, que o presidente “já está afastado” da legenda e que não pode levar a “dignidade” da sigla. Vamos falar sério, o presidente eleito pelo PSL, Jair Bolsonaro, entrou no parido que antes era uma sigla sem expressão para disputar a eleição, mas nunca deu o devido valor à sigla. Desde que se elegeu presidente, Bolsonaro simplesmente lavou as mãos.  Resta saber qual será o tamanho do prejuízo eleitoral e político que vai causar no PSL, com a saída de Bolsonaro da sigla.

“Esquece o PSL”

Na última terça-feira (8), Bolsonaro orientou um apoiador que se apresentou como pré-candidato pelo PSL em Recife (PE) a esquecer o partido. O presidente pediu ainda que o apoiador não divulgasse um vídeo no qual citava Bivar, dizendo que o deputado está “queimado”. “Esquece o PSL, tá ok? Esquece”, disse Bolsonaro. Perguntado se o presidente deixará o partido e se já houve uma conversa sobre o assunto, Bivar respondeu:“A fala dele foi terminal, ele já está afastado. Não disse para esquecer o partido? Está esquecido”, disse.

PSL em SC

m Santa Catarina, quando o governador Carlos Moisés foi para o segundo turno com Gelson Merisio (PSD na época), Bolsonaro disse que não apoiaria Moises e ficaria neutro, depois voltou atrás. No governo, Bolsonaro manteve uma posição de neutralidade e afastamento do PSL, que se vê envolvido em inúmeros escândalos de candidatos laranja. No estado, o PSL também passa por uma enorme crise interna e o governador Moisés, ao que parece, segue no mesmo caminho de Bolsonaro. Na Assembleia Legislativa, o governador Moisés está rompido com dois deputados (Ana Carolina Campagnolo e Jessé Lopes). Agora, foi a vez do Sargento Lima manifestar o seu descontentamento. Vale lembrar que o PSL nunca existiu sem Bolsonaro. O presidente é o responsável por dar musculatura política a uma legenda de pouca expressão, e a saída de Bolsonaro deve provocar uma debandada, não só em direção para o novo partido em que se instalar.

Uma incógnita

Ainda continua uma incógnita para qual partido o ex-deputado estadual Gelson Merisio vai assinar ficha. Em conversa com o senador Esperidião Amin, há meses, em Xanxerê, este me afirmou que Merisio iria tomar sua decisão no mês de outubro. Neste ínterim, Merisio já conversou com outros partidos e agora recentemente marcou presença em uma reunião do PP, mas até o momento não confirmou qual será a sua nova sigla.

Republicanos

O presidente estadual do Republicanos, em Santa Catarina, deputado estadual Sergio Motta, esteve em Brasília. Participou de reunião com o presidente nacional do partido, o deputado federal por São Paulo e vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira, e demais executivas estaduais. O encontro teve como assunto principal o planejamento das eleições

Comunicar o Detran

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) acaba de confirmar o entendimento de que o proprietário que não comunica a venda do veículo ao Detran responde solidariamente por penalidades que venham a ser aplicadas em decorrência do uso futuro do automóvel. Em recente decisão da 6ª Câmara de Direito Civil, os magistrados julgaram improcedente um pedido de danos morais formulado pela ex-proprietária de um automóvel que teve o seu nome inscrito no cadastro de inadimplentes por não quitar uma dívida com uma empresa de guincho.

WhatsApp e as eleições

O responsável por eleições do WhatsApp, Ben Supple, afirmou que a empresa tem conhecimento de que a plataforma de mensagens foi utilizada por grandes grupos para influenciar as eleições no Brasil em 2018. “Sabemos que no Brasil há mais prevalência de grandes grupos. Sabemos que nas eleições do ano passado, havia empresas que mandavam mensagens em grandes quantidades que buscavam violar nossas regras de serviço para chegar a públicos maiores. E para ser claros, estamos muito certos dessas ameaças”, disse. Me diga alguma novidade.

Melhorou a relação

Analistas políticos acreditam que houve uma melhora significativa na relação entre o Congresso Nacional e o presidente Jair Bolsonaro em relação a abril. Naquele mês, a nota para a relação entre governo-Congresso, de 0 a 10, ficou em 3,6 no geral. Agora, subiu para 5,1. “Agora o governo tem um status que sugere que o Planalto tem capacidade de prever o resultado de suas iniciativas legislativas e canais razoavelmente abertos junto ao Parlamento”, afirmam.

Reforma tributária

Em uma pesquisa interna realizada recentemente na Câmara Federal, dos 139 deputados ouvidos, 53% consideram que a reforma Tributária passa. A PEC 45, proposta apresentada pelo novo presidente do MDB, Baleia Rossi, com base no projeto do economista Bernard Appy, é vista como aquela com mais chances de aprovação por 47% dos entrevistados. Mas é claro que antes haverá negociações para liberação das emendas impositivas, entre outros favores, é óbvio.

Bom negociador

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, tem se dedicado a preparar os acordos que Bolsonaro assina em suas viagens internacionais. Para os Emirados Árabes e Catar, uma das próximas paradas do presidente, virão acertos na área de inteligência artificial. Sem dúvidas, a carreira de Pontes ajuda a abrir portas. Por onde passa, há curiosidade sobre o seu período na Nasa. Nos Emirados, por exemplo, o seu cicerone disse que o príncipe herdeiro falava pouco e a conversa, pedida pelo príncipe, seria curta. Mohammed bin Zayed Al Nahyan conversou com o ministro por 40 minutos e saiu entusiasmado em fechar acordo com o Brasil.

Huck candidato

Os partidos que compõem o “Centrão” realizam todas as quartas-feiras a tradicional reunião. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu para que levassem o apresentador Luciano Huck. Recebeu sinal verde de todos os partidos presentes — Republicanos, PL, PP, MDB, Avante e Solidariedade. A conversa ainda será marcada, mas a intenção de Maia em chamar o também empresário para uma conversa com tantos partidos, e o aceite geral, mostra que essas agremiações procuram desde já uma alternativa para fugir da polarização PT versus Jair Bolsonaro. Em síntese, estão trabalhando para lançar Huck a presidente do Brasil em 2022.

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