sexta, 17 de setembro de 2021 - 03:58:47 AM
Lucio Jaques
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PUBLICADA EM 09 de setembro de 2021 - 5:16 PM

Bolsonaro prometeu o que não pode entregar

 

 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mais uma vez, prometeu aos brasileiros o que não podia entregar. Uma ruptura com o Supremo Tribunal Federal derrubando os ministros e impondo uma nova regra. Bolsonaro vem sofrendo derrotas seguidas e se desgastando junto às instituições e partidos que o apoiam. A grande derrota mais recente foi a do “voto impresso”, quando neste embate com o Supremo e Congresso Nacional saiu derrotado e chamuscado. Agora, no 7 de Setembro afrontou novamente os ministros e as instituições, declarando abertamente que não pretende respeitar decisões do Supremo. Bolsonaro continua apostando no desgaste das instituições para por em prática o seu estilo de governo independente, sem respeitar a Constituição brasileira. Um golpe, literalmente. Com certeza, isto terá consequências.

Reeleição perde força

O presidente Jair Bolsonaro vive alguns dilemas no seu governo, que chegaram ao seu ápice nestes quase três anos de governo. Com uma economia cambaleando sobre a sombra da inflação que se aproxima, não bastasse isto, vive uma crise social, sem precedentes. O governo de Bolsonaro não conseguiu dar as respostas necessárias até agora para uma retomada do crescimento econômico tão prometido. Sem falar nos mais variados problemas envolvendo a sua família, como as rachadinhas, Fake News, passando pelas suspeitas de corrupção na compra de vacinas, entre outras investigações que estão a caminho. A cada dia a sua reeleição perde força.

Reações dos partidos

O tom ameaçador do presidente Jair Bolsonaro, em seu discurso no 7 de Setembro, não teve objetivo alcançado. Isolado e falando para o público que o apoia, não agradou lideranças partidárias, nem governadores e uma grande parte dos brasileiros. Com frases de efeito, sem efeito algum, Bolsonaro se isola, fica cada vez mais fragilizado e exposto à debandada de alguns apoiadores, que já começou.

Nota do PSD e Democratas

O Partido Social Liberal (PSD) e Democratas largaram uma nota onde afirmam que entendem que “a liberdade é o principal instrumento democrático e não pode ser usada para fins de discórdia, disseminação de ódio, nem ameaças aos pilares da própria democracia. Por isso, repudiamos com veemência o discurso do senhor presidente da República ao insurgir-se contra as instituições de nosso país.” Um forte recado.  Já o PSDB vai pedir o impeachment de Bolsonaro.

MDB

O presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleia Rossi (SP), afirmou: “São inaceitáveis os ataques a qualquer um dos poderes constituídos. Sempre defendo a harmonia e o diálogo. Contudo, não podemos fechar os olhos para quem afronta a Constituição. E ela própria tem os remédios contra tais ataques”.

Que país é este?

Vivemos uma amnésia coletiva, onde os principais problemas enfrentados no momento parecem que não ter valor algum. Um verdadeiro pesadelo. Brasileiros dispostos a ir para Brasília e sair nas ruas, defendendo a “liberdade”, como se vivêssemos em uma ditadura. Tudo tem limites, você não pode simplesmente atacar as pessoas ou instituições, porque não concorda com ela. Existem meios legais para estes questionamentos. Agora, diante de uma pandemia, desemprego e inflação, a sociedade simplesmente ignora estes fatos e não é capaz de se indignar com o governo, que é responsável.

 Zé trovão é preso no México

Pois é, o famoso Zé Trovão peitou o ministro Alexandre de Moraes e inflou os caminhoneiros para uma grave e manifestações no dia 7 de Setembro. Não demorou para a Polícia Federal cumprir um mandado de prisão contra ele. Zé Trovão desapareceu, mas continuou a fazer ataques ao ministro, através de lives. Nesta quinta-feira ele foi preso no México. A pergunta que não quer calar é: Quem financiou esta viagem de Zé Trovão para o México e suas férias, por mais de uma semana?

Chamou Bolsonaro de farsante

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, pegou pesado com o presidente Jair Bolsonaro. Barroso afirmou que já está ficando cansado de ter que desmentir o chefe do Executivo. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que eram “críticas vazias” de Bolsonaro e o chamou de “farsante”.

 

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