terça, 04 de agosto de 2020 - 02:06:50 AM
Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 23 de julho de 2020 - 12:57 PM

Buligon lança Caroline de Toni, mas é desmentido

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Que o prefeito de Chapecó Luciano Buligon (PSL) já vinha há muito tempo buscando convencer a deputada federal Caroline de Toni a concorrer à prefeita de Chapecó, todos já sabiam. Nesta quarta-feira (22), Buligon chegou anunciar que Caroline aceitou o desafio.  Esta notícia mexeu com o cenário político e viralizou nas redes. Mas foi um verdadeiro tiro no pé. Caroline gravou um vídeo desmentindo Buligon e afirma que não é candidata à prefeita, vai ficar na Câmara Federal, onde foi eleita. Caroline afirmou, ainda, que seu candidato a prefeito é Leonardo Granzotto, do Patriota.

Fogo amigo chamusca Buligon

Esta negativa da deputada Caroline de Toni, de não concorrer a prefeita, mostra que o PSL de Chapecó não tem outro nome para lançar a prefeito no momento. Pode até tirar um nome da cartola, mas sem musculatura política, como Caroline. O PSL chapecoense continua coadjuvante nesta eleição. Buligon vai ter que aceitar este “fogo amigo” da deputada, sem reclamar, afinal falou o que não devia. Em síntese, não falou com a “russa” Caroline de Toni.

Impeachment de Moisés e Daniela

Com o pedido de impeachment, aceito pelo presidente Alesc, deputado Júlio Garcia, (PSD) o governador Carlos Moisés (PSL) começa a viver muito mais que um inferno astral em seu governo, agora é político. Moisés que já se encontra isolado politicamente, naturalmente vai começar a perder apoios políticos e da sociedade, isto é inegável. Este pedido de impeachment também inclui a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido). Moisés já sangrava no governo, agora começa a ruir seu governo e ambos podem ser afastados. Até o final das investigações, podem voltar ou não. Sendo afastada a chapa Moisés e Daniela, quem assume o governo, provisoriamente, é o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, até a escolha de outro governador.

Impeachment: um longo caminho

A oposição começa a mostrar as suas garras ao governo de Carlos Moisés. Mas muita calma nesta hora. Mesmo com o pedido de impeachment para efetivação da saída de Moisés do governo, tem pela frente um longo caminho que passa, não só pela Alesc, mas pelo Judiciário. Após a aprovação do impeachment, por parte de dois terços dos deputados estaduais, cinco desembargadores darão o seu parecer e o presidente do Tribunal de Justiça. Sem falar que o governador pode questionar o pedido de impeachment, via ações judiciais, entre outros. O  impeachment é um julgamento essencialmente político.  Mas Moisés ficaria sangrando e isolado no governo, sem a legitimidade que o elegeu.

O pior momento, em plena eleição

Este pedido de impeachment surge no pior momento político do governador Carlos Moisés e do PSL, afinal estamos em plena eleição municipal e os pré-candidatos do PSL, a prefeito e vereador, terão que responder e defender ao eleitor catarinense a não participação do governador Moisés nas compras suspeitas dos respiradores, entre outras que estão sendo investigadas. A pergunta que não quer calar é: este fato político vai influenciar na hora do eleitor votar para os candidatos do PSL, nesta eleição? A conferir, mas o fato político foi criado.

A culpa é de Moisés

Esta pandemia política que o governador Carlos Moisés (PSL) está vivendo tem suas digitais, dede que ganhou a eleição em outubro de 2018. Moisés achou que não precisava de ninguém para governar e optou em se isolar no Palácio da Agronômica e no Centro Administrativo, ignorando olimpicamente as demais lideranças políticas do estado, até mesmo os catarinenses. Todos eram oposição ao seu governo. Um ledo engano. Foi o despreparo político de Moisés que levou a este momento, aliado a atos corruptos de parte de sua equipe de governo. Agora, o governador se vê sozinho e sem respaldo e apoio político para enfrentar esta pandemia.

Não tem respaldo

Mesmo que a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido), venha a assumir o governo, ficará fragilizada. Está fora do governo há muito tempo e não tem respaldo político na Assembleia Legislativa. Daniela terá que criar a sua equipe de governo e colocar o seu estilo de governar, buscando apoios, além de enfrentar uma forte resistência na Alesc.  Realmente muito complicada a situação deste governo, que mostra toda sua fragilidade, por ter se isolado e não fazer política.

 

 

 

 

 

 

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