terça, 19 de outubro de 2021 - 02:24:32 PM
Lucio Jaques
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PUBLICADA EM 18 de setembro de 2021 - 4:11 PM

E agora? A campanha está rua…

 

É inegável que a eleição para governador de 2022 já está na rua, e faz tempo, mas parece que a maioria dos partidos catarinenses ainda não se deu conta disto. Os partidos discutem, internamente, quem será o candidato a governador nas próximas eleições, sem pressa alguma. Enquanto isto, o governador Carlos Moisés está em plena campanha, de dono do campinho, como diz o ditado popular, com distribuição de verbas e obras em todas as regiões do estado e apoio dos principais partidos e parlamentares, que num futuro próximo serão seus adversários. O que dá para Moisés uma larga vantagem na disputa eleitoral do próximo ano, só não vê quem não quer.

Vantagem na eleição

Moisés já está em campanha. Os futuros adversários hoje fazem parte do governo e esbanjam elogios ao governador e claro que naturalmente aproveitam das benesses desta amizade e apoio, através de emendas recebidas para serem aplicadas nos municípios e fomentar a sua reeleição, afinal ano que vem tem eleição. Ao mesmo tempo, isto dá para Moisés uma larga vantagem na disputa eleitoral do próximo ano, não só de visibilidade, mas de realização. Sem se dar conta, os futuros adversários de Moisés avalizam o seu governo.

Salvação do governo

Mas para entender este novo e bom momento do governador Carlos Moisés rumo à reeleição, temos que voltar no tempo e lembrar que, ainda este ano, Moisés poderia ter sofrido um impeachment, mas numa estratégia de certa forma equivocada, por parte dos partidos e parlamentares catarinenses, que decidiram dar apoio ao governo de Moisés e salvá-lo do pedido de impeachment, mas com a garantia de abocanhar uma fatia do governo, com a tutela de ajudar Santa Catarina que vinha de dois anos de governo pífio de Moisés. Todo este caminho percorrido até aqui teve início lá atrás, quando o ex-presidente da Alesc, o deputado Júlio Garcia (PSD), um dos protagonistas dos pedidos de impeachment de Moisés, chamou para si a responsabilidade de franquear o governo Moisés e chamou o governador para uma conversa séria, aplicando uma fórmula mágica para salvar o governo que estava apático e rumo ao ostracismo político. O primeiro ato foi com a nomeação do então chefe de Gabinete de Garcia, Eron Giordani, como novo chefe da Casa Civil. Começava aí uma virada triunfal.

Diálogo com partidos

O novo governo de Moisés se pautou pelo diálogo com todas as frentes e, em especial, os deputados que até então pouco tinham acesso às secretarias e espaço no governo, devido ao estilo protecionista e isolado que Moisés tinha imposto, desde que assumiu o governo. Terminava, entre aspas, a missão de Garcia, e começava a surgir o novo Moisés, sob a batuta do jovem e experiente político Eron Giordani que aproximou, definitivamente, o parlamento do governo, abrindo caminho e espaço para o MDB, PSDB, PP e PSD, entre outros, para fazerem parte do novo governo, que possibilitou a Moisés realizar reformas importantes. Em poucos meses, o governador apareceu no cenário político catarinense atuante, presente e governando para a base do eleitorado catarinense, que tinha perdido a esperança nas grandes realizações e importantes obras em sua cidade e região. Um novo Moisés, mais do que isto, o governador presente nos municípios catarinenses.

Relato para entender

Apenas um breve relato para entender este novo momento da política e do governo Moisés. Agora entra o próximo capítulo desta história, que ainda não tem fim. O final do ano se aproxima, ano que vem temos eleições e os partidos precisam se definir se terão candidatos ao governo ou não. Aí a situação fica bem complicada e até um dilema, afinal os principais partidos ou estão ou apoiam o atual governo estadual. Até o PT foi solidário e ajudou a salvar o governo Moisés do pedido de impeachment, por mais que defenda que foi para ajudar Santa Catarina, etc…

O dilema da demora

Se os partidos como MDB, PSD, PSDB e PP terão candidatos a governador, até quando farão parte do governo Moisés? O prazo máximo é março de 2022 e Moisés já estará com campanha solidifica. O tempo não para. Agora entra o dilema, se decidirem lançar candidato, os partidos aliados de Moisés primeiro terão de deixar o governo e mudar o discurso, de situação para oposição. Mas como ser oposição se até ontem estes partidos fizeram parte do governo e estiveram lá nos municípios com o governador? Agora, o governo não é mais o ideal, não funciona mais. Que lógica política é esta?

Moisés aprendeu a fazer a boa política

Um baluarte da política afirmou, recentemente: “Moisés aprendeu a fazer a velha e boa política, melhor do que nós”. Mas mesmo assim continuam no governo e não apresentam uma proposta alternativa de governo para mudar. Vão esperar as eleições começarem, literalmente, para lançar o seu candidato a governador. Simples assim. Mas já será tarde demais. Moisés estará a léguas na frente, com sua campanha para o governo com musculatura política, visibilidade e solidificada.

Presos no projeto político de Moisés

Esta demora e letargia dos partidos em lançar candidato ao governo só favorece um candidato – o governador Carlos Moisés, que a cada dia ocupa espaço e prende, cada vez mais, os futuros adversários em seu projeto político, restando no final apresentarem um vice na chapa majoritária ou até acolher Moisés em sua sigla. Esta união, sem dúvidas, beneficiou todos os catarinenses, mas o mais favorecido de todos ainda foi o próprio Moisés, que caminha a passos largos para sua reeleição. O governo de Moisés é hoje tido e defendido como unanimidade por parte dos principais partidos. Não precisa desenhar, os fatos mostram por si só.

 

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