quinta, 04 de junho de 2020 - 04:05:42 AM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 11 de janeiro de 2020 - 6:38 PM

Eleições 2020: os possíveis candidatos a prefeito em oito cidades de SC

 

Mudanças como fim da coligação proporcional e a tentativa de criação do Aliança pelo Brasil a tempo de participar da disputa influenciam o processo nos partidos neste início do ano. O ano de 2020 começa com intensa movimentação dos partidos nas principais cidades de Santa Catarina com vistas às eleições 2020. Em menos de nove meses, os 5,1 milhões de eleitores catarinenses irão às urnas para eleger prefeitos e vereadores das 295 cidades do Estado. Será a primeira eleição após a onda de conservadorismo que elegeu o presidente Jair Bolsonaro, garantiu quatro cadeiras de deputados federais e seis estaduais ao PSL em SC e que mudou a relação de forças na política nacional.Nas três maiores cidades do Estado, Florianópolis, Joinville e Blumenau, o bloco já está na rua, com os diversos nomes que devem estar na disputa já informados pela direção dos partidos (veja na página ao lado). Uma das novidades que ameaçou embaralhar as cartas foi a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL e o anúncio da criação do Aliança pelo Brasil. O partido que deve aglutinar os bolsonaristas precisaria obter o registro até abril para participar da eleição deste ano, o que é visto como improvável até pelos deputados que pretendem ingressar na Aliança.

Na prática, no entanto, essa divisão interna do PSL não resultou em muitas mudanças no cenário catarinense. Dos nomes que o PSL cogitava lançar como candidatos a prefeitos nas principais cidades do Estado, antes da cisão interna dos bolsonaristas, apenas o nome de Coronel Armando não é mais mencionado pela direção do PSL – ele era cotado para disputar a prefeitura de Joinville. Os demais nomes, todos mais próximos do governador Carlos Moisés do que da linha ideológica do presidente Bolsonaro, seguem nos planos do partido.

Já o grupo de deputados federais e estaduais mais alinhados a Bolsonaro e que não escondem o desejo de migrar para o Aliança assim que o novo partido for criado, afirma que outros partidos, como o PL, podem ser o caminho para quem quiser concorrer a prefeito ou vereador e ainda não puder contar com a nova legenda. O senador Jorginho Mello, presidente do PL em SC, já deu sinal verde e diz que as conversas estão abertas.

Outra polêmica que cerca as eleições de 2020 está em torno do Fundo Eleitoral, que foi aprovado pelo Congresso com o valor de R$ 2 bilhões, depois de os parlamentares tentarem elevar o valor a até R$ 3,8 bilhões. A expectativa agora é para saber se Bolsonaro vai sancionar ou vetar o valor. É esse valor que os partidos terão para financiar os gastos da campanha eleitoral deste ano.

Mais uma mudança que promete mudar a dinâmica das eleições é o fim das coligações nas eleições proporcionais – no caso de 2020, a disputa para vereador. A alteração vai fazer com que cada partido precise apresentar uma nominata única com nomes de candidatos. Isso deve diminuir a importância dos chamados puxadores de voto, que antes eram lançados para concorrer com a intenção de fazer recorde de votos e, com isso, puxar mais concorrentes da mesma coligação com votação menor.

Conservadorismo deve se manter

O cientista político Valmir dos Passos afirma que embora não se possa rebater os resultados de uma eleição geral em outra, municipal, na disputa de 2020 ele ainda acredita na força de um movimento mais conservador. Passos acredita que o apelo a questões como o combate à corrupção e o reforço da segurança pública ainda deve ter força na votação deste ano. No entanto, ele alerta que a eleição nos municípios costuma despertar um comportamento diferente do eleitorado:

– A eleição municipal tem uma dinâmica própria, a relação do eleitor com o candidato é sempre mais próxima, existem fatores quase pessoais, quando não pessoais, nessa relação com os agrupamentos políticos, que é muito mais forte – aponta.

Por conta desse localismo que costuma estar mais presente nas eleições a prefeito e vereador, o cientista político acredita que as questões microrregionais, como o asfaltamento de ruas e obras no bairro, devem ser mais imperativos na decisão do voto.

Confira o cenário em oito cidades de SC na largada de 2020:

Florianópolis

O prefeito Gean Loureiro filiou-se ao DEM no final de novembro, virou o terceiro prefeito de capital do partido no país e é nome certo na disputa pela reeleição, embora ainda não fale abertamente sobre o tema. Outro nome que já se movimentou com vistas à eleição foi o vereador Pedrão Silvestre. Sem garantias de que seria o candidato a prefeito pelo PP, Pedrão anunciou que deixará o partido em março, prazo da janela de troca de partidos para quem tem mandato de vereador, e se filiará ao PL, do senador Jorginho Mello, legenda que garantiu a Pedrão a candidatura a prefeito.

Com isso, a disputa interna que existia no PP diminuiu. Agora, apenas João Amin ou Ângela Amin fazem uma disputa caseira sobre quem será candidato a prefeito pelo PP.

No PSL, o coronel Araújo Gomes, comandante-geral da Polícia Militar em SC, continua cotado como o principal nome da legenda, mesmo com a divisão criada com o anúncio da Aliança pelo Brasil.

No campo da esquerda, o PSOL já anunciou em dezembro a pré-candidatura de Elson Pereira e pretende buscar uma frente com outros partidos.

No PDT, o presidente estadual do partido, Manoel Dias, ainda afirma que uma possibilidade é lançar a deputada estadual Paulinha, ex-prefeita de Bombinhas, como candidata em Florianópolis. Sobre o assunto, a deputada diz apenas que por ora está focada no mandato na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. O atual vereador Lela é visto como outra possibilidade no partido.

Pelo Partido Novo, segundo o diretório estadual do partido dois candidatos passam por processo seletivo e devem disputar a candidatura a prefeito: o advogado Orlando Silva Neto e o médico Luiz Barboza Neto.

Joinville

Em Joinville, como o prefeito Udo Dohler (MDB) está no fim do segundo mandato, a presidência estadual do MDB aponta o deputado estadual Fernando Krelling como nome para a sucessão.

O deputado federal Rodrigo Coelho, que está em litígio com o PSB, tem se apresentado como pré-candidato a prefeito. Ele tem convites de partidos como PSL e PL para se filiar e concorrer este ano.

No PSDB, a presidente estadual Geovania de Sá afirma que o ex-senador Paulo Bauer, o ex-deputado estadual Gelson Merisio ou um terceiro nome não divulgado podem ser os candidatos do partido à prefeitura.

Com o deputado federal Coronel Armando mais ligado ao grupo bolsonarista do que ao comando do partido em SC, o PSL tem agora os nomes do empresário e secretário de Articulação Internacional do governo do Estado, Derian Campos, e da delegada Tânia Harada como dois possíveis candidatos a prefeito. Outra hipótese seria a migração de Rodrigo Coelho.

No PP, o empresário Francesc Boehm é o pré-candidato a prefeito do partido. O PSD estuda lançar o deputado federal Darci de Matos como candidato, mas a decisão ainda deve depender da avaliação do próprio parlamentar. O PDT tem o vereador James Schroeder e o ex-vice-prefeito Rodrigo Bornholdt como possibilidades. Pelo Novo, o empresário Adriano Bornschein Silva deve ser o candidato.

Chapecó

O atual prefeito de Chapecó, Luciano Buligon (DEM), pretende concorrer à reeleição, mas isso depende de uma consulta do diretório estadual do DEM-SC ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). Buligon era vice-prefeito e assumiu a prefeitura em dezembro de 2015, após a renúncia do então prefeito José Caramori. Em 2016, foi eleito prefeito. Agora, tentaria se eleger para um segundo mandato integral como prefeito. O partido aposta na tese que permitiu a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, em situação semelhante.Além dele, o ex-prefeito e ex-deputado federal João Rodrigues também é citado como pré-candidato a prefeito, de acordo com a presidência estadual do PSD. O PP afirma que pretende manter a aliança com DEM e PSD. O MDB cita o nome do vereador Cleiton Fossá para concorrer a prefeito. No PL, Elio Cella, que é o atual vice-prefeito, deve concorrer à prefeitura. Outros partidos consultados não anteciparam nomes.

 Blumenau

Em Blumenau, o prefeito Mario Hildebrandt (sem partido), que assumiu o Executivo em 2018, após renúncia de Napoleão Bernardes (PSD), é pré-candidato natural à prefeitura. Ele, no entanto, só deve definir em março o novo partido ao qual deve se filiar.

No PSL, o comando estadual do partido indica que o candidato deve ser o deputado estadual Ricardo Alba, mais votado na eleição para a Assembleia Legislativa em 2016.

O ex-prefeito de Blumenau por dois mandatos e ex-deputado federal João Paulo Kleinübing (DEM) também é apontado como possível pré-candidato, que quer ter candidatura própria. Por enquanto, o ex-prefeito diz que a candidatura está em discussão. Caso decida concorrer, deve ter apoio do PP.

No PSD, o partido pretende ter candidatura, mas não antecipa nomes.

No PL, o deputado estadual Ivan Naatz assinou filiação esta semana e pode ser um nome para concorrer à prefeitura. O presidente da sigla, senador Jorginho Mello, diz que a legenda também conversa com o atual prefeito Hildebrandt.

A presidência estadual do PDT menciona o nome do ex-reitor da Furb João Natel como possível nome para concorrer à prefeitura. PT e PSOL não antecipam nomes, mas também devem ter candidatos.

O Partido Novo tem o advogado Dante Aguiar Arendt e um segundo nome não divulgado aprovados em processo seletivo e que devem disputar a indicação para concorrer a prefeit

 Criciúma

Em Criciúma, o atual prefeito Clésio Salvaro (PSDB) é citado pela presidente estadual do partido Geovania de Sá como pré-candidato a prefeito. No PP, o partido quer convencer o ex-deputado federal Jorge Boeira a concorrer ao Executivo. O PSL também fez convite ao ex-parlamentar com a intenção de que ele concorra à prefeitura.

A direção estadual do PDT cita o nome do deputado estadual Rodrigo Minotto como concorrente a prefeito. O MDB pretende ter candidato em Criciúma. A direção do partido menciona o deputado estadual Luiz Fernando Vampiro como possível candidato, mas o parlamentar diz que neste momento não pretende entrar na disputa, e sim seguir na Alesc.

Pelo PL, os nomes dos advogados Júlia Zanatta e Jefferson Monteiro devem disputar internamente a indicação para concorrer a prefeito na cidade.

Itajaí

O atual prefeito Volnei Morastoni (MDB) vai concorrer à reeleição. A advogada e ex-vereadora Anna Carolina Martins (PSDB), que em 2016 ficou em segundo lugar na eleição para prefeito, também é citada pelo diretório estadual tucano para a disputa.

No PSL, o deputado estadual Coronel Mocelin também é cotado. No PP, a maior possibilidade é a candidatura do advogado João Paulo Tavares Bastos. O DEM avalia a indicação de um dos dois vereadores do partido para disputar a majoritária.

Lages

Em Lages, a expectativa é para saber se o atual prefeito Antônio Ceron (PSD) vai ou não concorrer à reeleição. Ele deve tomar a decisão em fevereiro. Caso concorra, deve ter o apoio de partidos como o PP. Os pepistas teriam como outra opção o vice-prefeito Juliano Polese, caso Ceron decline da disputa.

O atual prefeito pode ter como concorrente a deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania). A parlamentar diz que o partido ainda estuda a candidatura, mas legendas como MDB e PL já sinalizam um desejo de apoiar Carmen em uma eventual candidatura.

O vereador Lucas Neves é citado como possível candidato a prefeito pelo PSL – ele deve migrar do PP para o partido de Moisés na janela de março.

São José

Em São José, quarto maior colégio eleitoral de SC, a atual prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) termina o segundo mandato e estuda três nomes do partido para lançar à sucessão. No DEM, a direção do partido afirma que a entrada de Gean Loureiro no partido deve fazer com que o prefeito da Capital atue como liderança regional na busca por um candidato. No MDB, os vereadores Clonny Capistrano e Michel Schlemper são possíveis nomes para a disputa.

Fonte: presidências estaduais de MDB, PP, DEM, PSDB, PSD, PDT, PL, PSL, PSOL, Cidadania e Novo. A reportagem não conseguiu contato com a direção estadual do PT e do Republicanos. NSC.

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