terça, 19 de outubro de 2021 - 04:05:55 PM
Lucio Jaques
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PUBLICADA EM 01 de outubro de 2021 - 5:19 PM

Formação da Aliança pelo Brasil é “zero”, diz Bolsonaro

 

A pergunta que ainda está no ar, talvez a mais importante neste novo processo eleitoral que viveremos é: para qual sigla o presidente Jair Bolsonaro deve ir para montar o seu projeto político para a disputa da eleição em 2022? Até o momento existem várias insinuações que ele vai para este ou aquele partido. Conforme Bolsonaro, o partido Aliança do Brasil tem chances “zero” de ser formalizado até as eleições. Com isso, Bolsonaro continua sem partido.

Jogou a toalha

Bolsonaro já jogou a toalha, literalmente. Questionado por um bolsonarista sobre a formação do partido Aliança, o chefe do Executivo rebateu: “Esquece! É impossível. Zero chance de se formar o Aliança”, disse Bolsonaro, reforçando em seguida: “O que é possível, a gente tenta fazer aqui. O que é impossível, deixa para Deus”, apontou. Bolsonaro tentou tirar o Aliança do papel, mas esbarrou na coleta de assinaturas.

Faltou Bolsonaro assumir o Aliança

Por trás deste fracasso do Aliança tem muita coisa a ser dita, uma delas é que Jair Bolsonaro lançou em novembro de 2019 a formação e criação do partido Aliança, mas nunca teve a sua cara, faltou Bolsonaro assumir e chamar de seu, mas deixou a bel prazer a sua formação. Deu no que deu. Apesar do eleitorado dele entender como sendo de Bolsonaro o  Aliança, não foi o suficiente para deslanchar e até mesmo criar estrutura e acessos aos eleitores. Também aconteceram outros fatores, como a divisão do PSL, em nível nacional, estadual e até municipal, que mantinha os aliados de Bolsonaro.  A falta de estrutura partidária do Aliança, impossibilitou que o partido fosse formado. Temos que ter em mente que formar um partido por rede social é uma coisa, agora buscar a filiação e assinatura é outra coisa. Isto é política, “ipsis litteris”. Das 500 mil assinaturas necessárias, conseguiu arrecadar menos da metade.  Um fracasso.

Partido para chamar de seu

Bolsonaro está ciente que precisa ir em busca de uma sigla, afinal está sem partido, desde que se desfiliou do PSL em novembro de 2019. Quase dois anos sem partido, agora corre atrás de uma sigla para se filiar e literalmente chamar de sua. Sem dúvidas esta frustação em não conseguir criar o próprio partido (Aliança) deve estar tirando o seu sono. A demora na decisão da escolha do partido pode ser o grande “calcanhar de Aquiles” de Bolsonaro e prejudique a sua reeleição. Bolsonaro não é mais novidade e no poder sofre desgastes, como qualquer administrador, mesmo com a pecha de MITO. Bolsonaro vai precisar mais que seus admiradores, Bolsonaro está sem partido, então não são partidários, são bolsonaristas, vamos chamar assim.  Bolsonaro tem que urgentemente se preocupar em fazer política, se quer ir para uma disputa eleitoral, e menos politicagem.

Reeleição é mais difícil… o eleitor quer mudança

Uma reeleição é nada mais que outra eleição, mas muito mais difícil. Bolsonaro precisa de estrutura partidária e representantes para puxar votos e firmar o projeto político. Aí a importância de um partido para agregar as forças políticas e dar musculatura ao projeto político. Esta eleição segue os mesmos ritos da última, o eleitor quer mudar, antes para tirar o PT e a esquerda do poder que governou por 14 anos, sendo 8 anos com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seis anos da presidente Dilma Rousseff, afastada pela votação do impeachment.

Já não é mais novidade

Mesmo sendo eleito com 57% dos votos, Bolsonaro tem pela frente um enorme desafio para conquistar a maioria dos votos, ele deixou de ser novidade e sofre desgastes como qualquer administrador público. Por outro lado, tem um fator extremamente positivo, tem seus 26% para mais ou para menos dos votos dos eleitores que o seguem, o que lhe dá musculatura política e assegura uma disputa à reeleição.  O PT é outro exemplo que em qualquer eleição tem os seus até 30% dos votos do eleitorado petista ou não. A história e disputas mostram isto. Só que o PT tem uma forte estrutura partidária. Bolsonaro não. Tem a base do seu nome e das redes sociais como apelo, mas isto não será suficiente, como foi na sua eleição para presidente.

Partido de aluguel, novamente???

Bolsonaro vem encontrando dificuldades em assinar ficha em um novo partido, já com outras siglas não, como o PTB e Patriota, entre outros, que já escancararam as portas para Bolsonaro entrar e comandar os destinos políticos do partido e o seu projeto pessoal de reeleição. Bolsonaro não tem se manifestado. Mesmo assim, todos os líderes partidários sabem que Bolsonaro quer ter o comando do partido, para isso terá que buscar um partido sem muita representatividade no Congresso, os chamados “partidos de aluguel”, como fez com o PSL, que era um partido sem expressão e ganhou notoriedade, musculatura e representatividade com a ida e eleição de Bolsonaro. Será que vamos ver de novo, o famoso “vale a pena ver de novo”? Bolsonaro indo para uma sigla de aluguel. Resta saber quanto tempo ele irá ficar até tirar o  Aliança do papel.

Bolsonaro e Lula no segundo turno

Até o momento, o que se pode afirmar é que tanto Jair Bolsonaro, como Lula, estarão no segundo turno. Isto pelas pesquisas e dados apresentados. Até o momento ambos polarizaram a disputa eleitoral de 2022 para presidente. Por fora, se fala e discute a criação de uma terceira via, que venha combater tanto a extrema direita com Bolsonaro e a esquerda de Lula. O tempo é curto para tirar um coelho da cartola de última hora, chamado de terceira Via, e apresentar com real opção, que faça frente à força política de Bolsonaro e Lula. Mas como em eleição não existe ponto final e o único ser humano que ressuscita é o político, vamos aguardar.

Assumir o governo…

Para Bolsonaro ir para a reeleição precisa primeiro assumir o governo e suas ações. Hoje. o presidente Bolsonaro é uma figura decorativa no Palácio do Planalto, mesmo tendo a popularidade que tem. Bolsonaro precisa fazer política de verdade e trazer à tona discussões importantes, como as reformas necessárias e plano de governo para o próximo ano. Até o momento seu governo é pífio, seus ministérios estão apáticos e apagados, não ajudam a fortalecer Bolsonaro diante de uma inflação que começa a mostrar a cara, mais do que isto, já faz parte do dia a dia dos brasileiros, basta ir ao mercado, posto de gasolina, etc.  A maioria não está nada contente com esta realidade e quer mudança na política econômica do governo.

 

 

 

 

 

 

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