domingo, 15 de setembro de 2019 - 07:10:23 PM
domingo, 15 de setembro de 2019 - 07:10:23 PM
Lucio Jaques
Sarampo
Andrioli Projetos
PUBLICADA EM 20 de fevereiro de 2019 - 6:43 PM

Governador busca recursos em Brasília

Reana Seguros

O governador Carlos Moisés (PSL) está em Brasília participando da terceira edição do Fórum dos Governadores. Mas este não é o principal objetivo de Moisés, mas sim conseguir recursos, urgentemente, para melhorar a situação fiscal do estado. A dívida pública do estado é superior a R$ 19 bilhões, sendo que o déficit previdenciário previsto para este ano é de R$ 3,8 bilhões. Em síntese, as dívidas assumidas pelos governos anteriores agora batem na porta e terão que ser honradas por Moisés, principalmente com o governo e bancos federais.

Presente de grego

O governador Moisés ganhou a eleição e um presente de grego ao mesmo tempo. Vai ter que se virar nos trinta e contar com a boa vontade e dinheiro do presidente Bolsonaro, que é do seu partido, para poder respirar aliviado. Só que não é só ele nesta situação desesperadora, tem vários estados na mesma situação ou pior. A saída para Moisés é conseguir renegociar as dívidas junto ao governo federal. No mínimo, senão vamos entrar numa crise sem precedentes.

Decretos não podem ser revogados

O secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli, foi taxativo afirmando que legalmente, o governo do Estado não pode rever os três decretos que retiram benefícios fiscais sobre diversos itens da indústria, agronegócio e transações no comércio, pois incorreria em improbidade administrativa, durante sessão especial da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na última terça-feira (19). Conforme o secretário, o Estado apenas cumpriu a lei. Para Eli, tais medidas são importantes também para melhorar a situação das contas públicas do Estado. “Esses decretos foram editados para atender a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019. Cumprimos o que está previsto na LDO”, disse.

 Deputados contra

Todos os deputados que ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa, durante a exposição do secretário Paulo Eli, manifestaram-se contra os decretos de Eduardo Pinho Moreira (MDB) que cancelaram incentivos e elevaram alíquotas do ICMS. Houve até sugestões concretas de que a revogação passa por decreto legislativo.

Previdência só em junho

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) entregou na Câmara Federal a reforma da Previdência e já foi alertado que a votação mesmo só deve acontecer lá no mês de junho, depois que a casa avaliar as propostas. Na realidade, não era esta a proposta que os brasileiros queriam, aposentadoria do homem com 65 anos e mulher com 62. Mas não é só isto, os nobres deputados sabem que o governo está fragilizado internamente e não tem a maioria na casa, então irão segurar a proposta nas comissões para poderem barganhar verbas do governo.

Governo lento e atrapalhado

O governo Bolsonaro já vai para quase três meses de governo, neste período foram inúmeras ações e atitudes em que teve que voltar atrás, por não ter se antecipado ouvindo as bases e líderes partidários. As velhas raposas do galinheiro (parlamento), ministros pedantes e atrapalhados, filhos se metendo no governo e falando pelo presidente, enquanto isto as articulações ficaram em segundo plano e nada será aprovado na Câmara e Congresso se o governo não estiver junto com um bom articulador, um porta voz buscando aproximar o governo e ouvindo as lideranças, é só derrota. O próprio presidente Bolsonaro passou mais tempo hospital do que no governo. Bolsonaro já sofreu uma derrota na última terça- feira (19), com o decreto que muda regras da Lei de Acesso à Informação, e vai sofrer outras tantas se não mudar o seu perfil de como tratar as questões políticas. Antes da eleição era uma forma, agora é só através da negociação. A eleição acabou.

Manifestações

Se o governo Bolsonaro pensou que a oposição iria ficar quieta e não se manifestar errou feio. A oposição, principalmente de esquerda, o que de melhor sabe fazer é manifestação, pois tem um poder de aglutinação muito forte que foi criado e alimentado há mais de 30 anos. E agora que está fora do governo só resta berrar e fazer o seu papel de oposição.

Cartão Sipag

Parceiros

Tatu parceiros
Piccoli Parceiros
Wilson Martins
Tiecher Banner

Publicidade

Inviolavel
Fit Fish
Momento FM