terça, 22 de junho de 2021 - 10:07:29 AM
Lucio Jaques
App Sicoob
PUBLICADA EM 10 de junho de 2021 - 10:23 AM

Governo Moisés barra CPI na Alesc e mostra que tem base consolidada

Jovem Aprendiz

O governo Carlos Moisés da Silva dá os primeiros sinais de que já tem uma base aliada na Assembleia Legislativa de Santa Cataraina (Alesc). Na sessão desta quarta-feira (9), o Executivo conseguiu barrar a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Porto de São Francisco do Sul. O requerimento havia sido apresentado pelo deputado Jessé Lopes (PSL), mas não avançou em um claro movimento do Centro Administrativo em frear as intenções do parlamentar bolsonarista.

Como líder de governo, o deputado Zé Milton Scheffer (Progressistas) foi o responsável por expor a posição divergente à abertura da CPI. Ele alegou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Procuradoria da Alesc haviam dado parecer contrário à instalação da comissão. Na visão dele, faltava um fato-determinado, fundamental para a abertura da CPI.

Jessé Lopes reagiu e afirmou que há apontamentos de órgãos como Tribunal de Contas do Estado (TCE) suficientes para uma investigação do Legislativo. Ele foi defendido por parlamentares como Sargento Lima (PSL), Bruno Souza (Novo) e João Amin (Progressistas). Mesmo assim, a oposição não conseguiu enfrentar a “nova base de Carlos Moisés”.

Por 21 votos a 7, o requerimento foi rejeitado. Entre os apoios recebidos pelo governo, o mais significativo é o do MDB, que tem nove deputados na Assembleia. Valdir Cobalchini (MDB), líder do partido na Alesc, fez orientação de voto e pediu aos colegas que fossem contrários à abertura da CPI.

A discussão sobre a abertura da comissão mostra que a base já é a maioria dentro da Casa. Mas, para aprovação de projetos complexos como PECs (alterações na Constituição), são necessários 24 votos. Como na sessão desta quarta-feira nem todos os deputados votaram, a sinalização é de que Moisés caminha para ter um grupo aliado ainda mais consolidado na Assembleia. NSC

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