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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 05 de agosto de 2020 - 6:25 PM

Maldaner diz que MDB não vai fugir da responsabilidade

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Dois dias depois do encontro entre o governador Carlos Moisés (PSL) e os caciques do MDB, na casa do ex-senador Casildo Maldaner, o presidente estadual, deputado federal Celso Maldaner, se manifestou a respeito do pedido de apoio do governador ao MDB. Maldaner não mediu as palavras e afirmou que o “MDB não vai fugir da responsabilidade”, sobre o impeachment de Moisés. Para Maldaner, a decisão será da bancada, mas “o partido vai participar da construção do entendimento do que possa ser melhor para o Estado e para o próprio MDB”. Vale lembrar que o presidente não participou do encontro entre Moisés e as lideranças emedebistas.

Dar tempo ao tempo

Para o presidente estadual do MDB, Celso Maldaner, é hora de “baixar a poeira, dar um tempo para essa discussão”. Os caciques emedebistas já conversaram e decidiram adiar o encontro presencial que seria realizado na próxima segunda-feira com a bancada, os dirigentes e os ex-governadores. Conforme Maldaner, em fevereiro, a executiva estadual do partido foi contrária a que o deputado estadual Luiz Fernando Vampiro (MDB) assumisse a liderança do governo e há certo constrangimento em endossar apoio a Moisés, agora. Em síntese, Moisés continuará sozinho, sem apoio do MDB e sangrando.

Governo de coalizão

O velho e guerreiro emedebista, o ex-senador Casildo Maldaner, até ensaia um discurso eloquente para que esta aproximação entre o governador e o MDB aconteça. Casildo defende um “novo momento” com um governo de coalizão. Mas no “frigir dos ovos”, o MDB quer voltar a estar no governo com cargos e negociar a sucessão de Moisés.

Quem decide são os deputados

Os caciques emedebistas sabem que o governador Carlos Moisés está fragilizado, sem apoio, e eles têm votos suficientes na Assembleia Legislativa para barrar o pedido de impeachment. Depois de uma conversa, entre os caciques, relataram para Moisés que poderão conversar com os nove deputados da bancada do partido, mas apesar de toda cordialidade deixaram claro que quem vota o impeachment são os deputados estaduais. Numa clara manifestação de que isto não será fácil. O MDB só estava esperando este momento, para dar as cartas. Resta saber a forma.

Moisés pede ajuda ao MDB

O governador Carlos Moisés sentiu o peso do pedido de impeachment, na Assembleia Legislativa. Temendo o pior, Moisés correu a pedir ajuda aos caciques emedebistas. O encontro aconteceu no apartamento à beira-mar do ex-senador Cacildo Maldaner, na última segunda-feira (3) com a presença dos ex-governadores Pinho Moreira e Paulo Afonso, e do senador Dário Berger. O jantar apesar de digesto, teve o gosto amargo do pedido de impeachment.

Corre atrás do prejuízo

O governador Moisés corre atrás do prejuízo, por ter se afastado dos deputados e, diga-se de passagem, muitas vezes se recusado a lhes atender. Diante do perigo iminente de um impeachment, busca agora recuperar o tempo e os apoios perdidos. Muitos veem como um ponto positivo, mas ao mesmo tempo acreditam que agora é tarde. O governador Moisés e a vice Daniela Reinehr estão isolados, sangrando em praça pública. O MDB sabe disso.

Aproximação

Esta aproximação seria um acordo para que o MDB participe do governo Moisés em troca do apoio para frear o pedido de impeachment. Mas mesmo com apoio dos ex-governadores e do senador Dário Berger, a bancada emedebista na Alesc está preocupada em assumir todo este desgaste do governo e teme que possa afetar o MDB nas eleições municipais.

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