quarta, 23 de outubro de 2019 - 06:57:30 PM
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Lucio Jaques
Andrioli Projetos
PUBLICADA EM 17 de setembro de 2019 - 5:56 PM

Merisio rompe o silêncio e chama Moisés de preguiçoso

Reana Seguros

Depois de meses de silêncio, após perder as eleições para governador o ano passado, o ex-deputado estadual Gelson Merisio rompe o silêncio e fala sobre o governo de Carlos Moisés e seus projetos políticos. Depois da derrota, Merisio passou naturalmente para a oposição e aproveitou para cobrar ações efetivas do novo governo. Mas não parou por aí, Merisio afirmou que o novo governo está estagnado, ainda vivendo a lua de mel das eleições. Para Merisio, o governador Carlos Moisés da Silva (PSL) faz “um governo preguiçoso por não estar presente nas regiões ouvindo as comunidades”, afirma.

Candidato em 2022

Mesmo sem partido, ainda quando questionado sobre o seu futuro político, Gelson Merisio afirmou que é pré-candidato ao governo do estado em 2022.  Também afirmou que estará presente nas eleições de Chapecó no ano que vem. Apesar dele e João Rodrigues estarem em lados opostos, Merisio já há muito tempo disse que a candidatura de Rodrigues tem potencial, ao mesmo tempo demonstrou respeito pela candidatura de Marcio Sander (PL). Uma coisa é certa, Merisio e Rodrigues estarão em caminhos opostos nas próximas eleições, as feridas causadas na última eleição não cicatrizaram e dificilmente serão os mesmos “companheiros políticos” de outrora, quando Rodrigues deu total apoio para que Merisio alçasse voos mais altos, politicamente, partindo de Chapecó para o Estado.

Desafios de Merisio

Hoje sem partido, após sair do PSD, o ex-deputado Gelson Merisio perdeu grande parte do seu espólio político em nível de lideranças que o apoiavam. Merisio primeiro terá que achar um partido onde possa ocupar o seu espaço e com a garantia de cabeça de chapa nas eleições de 2022, mais do que isto, terá que novamente conquistar apoios importantes politicamente de deputados, prefeitos e vereadores. Ao mesmo tempo, não se pode negar que Merisio fez mais de um milhão de votos no segundo turno, conquistando 28,91% dos votos, o que lhe dá musculatura política. Afinal, foi uma eleição atípica, onde os eleitores foram levados pela onda Bolsonaro e anti-PT votaram no 17. Em síntese, Merisio não perdeu a eleição para Moisés, mas sim para o 17.

Encontro regional do PL

O Partido Liberal (PL) realiza em Xanxerê, no próximo dia 21 de setembro, um  Encontro Regional, com a presença dos candidatos à disputa eleitoral de 2020 das regiões da Amai e Amosc. O encontro acontece no plenário da Câmara de Vereadores, a partir das 16h. O presidente do PL, senador Jorginho Mello e o deputado Berlanda já confirmaram presença. É esperado com grande expectativa o anúncio da pré-candidatura do ex-vice-prefeito, Leandro Junior Vigo, como candidato a prefeito.

Seminários do PSDB

O PSDB realiza no próximo dia 21de setembro, em Pinhalzinho, um seminário das eleições 2020, denominado “Estratégias e caminhos para vitória”, visando  preparar candidatos das regiões da Amosc, Amai, Amerios, Ameosc e AMNoroeste para a disputa das eleições de 2020.Toda cúpula do partido já confirmou presença, onde deve ser confirmada a pré-candidatura a prefeito de Xanxerê do vereador Wilson Martins, entre outros candidatos da região da Amai.

MDB se prepara para as eleições

MDB-SC e a Fundação Ulysses Guimarães promoveram em Joinville um encontro voltado à juventude e às mulheres do partido. A finalidade foi capacitar e estimular representantes desses dois segmentos a disputarem as eleições municipais de 2020. A programação contou com palestras sobre motivação, redes sociais e cenário atual da política e dinâmicas de grupo. Na realidade, o MDB sob o comando do seu presidente, o deputado federal Celso Maldaner, começa a organizar o partido para a disputa das eleições do ano que vem.

Convenções

Mesmo estando faltando quase um ano para o prazo final das convenções partidárias, em agosto de 2020, os partidos já começam a se movimentar e preparar  suas lideranças para disputarem as eleições municipais. A partir de 2020, os partidos não poderão mais fazer coligações partidárias nas eleições para deputados e vereadores. Os partidos poderão se juntar somente na eleição majoritária (prefeito), devendo concorrer isoladamente nas eleições proporcionais (vereadores).

O que mudou nas eleições para vereador

A eleição para vereador em 2020 será diferente das anteriores. Várias mudanças nas regras eleitorais entrarão em vigor e é preciso estar atualizado para adequar as estratégias de comunicação política a elas. A minirreforma de 2017 alterou a Lei das Eleições e o Código Eleitoral. As mudanças aconteceram com o objetivo de garantir ao processo eleitoral uma disputa mais justa e equânime entre os concorrentes. As mudanças são o fim das coligações, a ampliação do número de candidatos que cada partido poderá lançar, criação do fundo especial de financiamento de campanha, redução do domicilio eleitoral, entre outros.

Como ficaram as regras

Antes, os votos de todos os candidatos e legendas da coligação eram somados conjuntamente. De modo que são as coligações, e não os partidos individualmente, que conquistam vagas no Legislativo. Agora, com a reforma política, os partidos não mais poderão se coligar em eleições proporcionais. Isso não significa que o sistema proporcional deixará de existir, mas apenas que os partidos concorrerão em chapas separadas, sem alianças. Ou seja, contarão apenas com seus próprios votos. Também haverá mudança no número de candidatos a vereador que serão lançados em 2020. Cada partido poderá lançar até 150% do número de vagas existentes na Câmara Municipal.  Com isso, os partidos mais fortes sairão fortalecidos, enquanto os menores terão mais dificuldades em eleger candidatos.

Deixar de existir

Sem dúvidas, com as novas regras, muitas legendas poderão deixar de existir, caso não alcancem o coeficiente eleitoral. Antes, todos os partidos recebiam uma fatia do fundo partidário, usado para manter a estrutura das siglas. O tempo de propaganda em rádio e TV era calculado de acordo com a bancada na Câmara. Agora, passa a existir um desempenho eleitoral mínimo para que os partidos tenham direito ao tempo de propaganda e ao fundo partidário. Esse desempenho mínimo exige o cumprimento de pelo menos uma de duas exigências: os partidos precisam alcançar, no mínimo, 1,5% do total de votos válidos, distribuídos em 9 estados ou mais. E em cada um desses estados a legenda precisa ter, no mínimo, 1% dos votos válidos ou eleger 9 deputados distribuídos em, no mínimo, 9 estados.

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