segunda, 06 de abril de 2020 - 09:56:09 PM
Lucio Jaques
Atendimento saúde
PUBLICADA EM 26 de março de 2020 - 5:30 PM

Moisés caiu na graça dos catarinenses e ganhou respeito

Imprensa contra3

 

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) caiu na graça dos catarinenses e ganhou respeito. Moisés deixou de lado o seu modo tranquilo de governar para assumir o papel de líder no momento em que a sociedade catarinense mais precisava e está atônita, sem saber o que fazer e como agir, com a chegada do coronavírus.  O governador saiu da trincheira e, literalmente, vestiu a farda de bombeiro. Conhecedor como poucos em lidar com crises e catástrofes, deu o tom de como os catarinenses deveriam agir. Fechou o estado, decretou isolamento social, mobilizou a área da saúde e outros setores para o combate ao vírus. Hoje, Santa Catarina tem um comandante no campo de batalha contra o vírus, mais do que isto, um verdadeiro líder.

Respeito nacional

Mantendo uma postura de independência do governo Bolsonaro, o governador Moisés tem servido de exemplo nacional pelas ações de combate ao coronavírus. Com clareza e sensatez se uniu aos 25 governadores para juntos discutirem as ações de combate a este vírus, que está ceifando centenas de vidas. Moisés, mais uma vez, sai fortalecido e reconhecido pelos demais colegas governadores da federação, saindo do baixo clero para o mais alto escalão. Ganhou respeito.

Apoio da Alesc

Mesmo com a minoria na Assembleia Legislativa, o governador Carlos Moises (PSL) ganhou apoio por parte da maioria dos deputados. Moisés obteve apoio de 30 deputados na aprovação do projeto que autoriza o governo catarinense a fazer empréstimo de US$ 344,7 milhões (o equivalente a mais de R$ 1,7 bilhão, no câmbio atual) junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird). Um sinal claro que os deputados entregaram a chave da casa para o governador, apoiando e dando o aval para o combate ao vírus letal.

Eskudlark sugere corte nos salários

O deputado Estadual Mauricio Eskudlark (PL) apresentou uma moção propondo a redução dos salários de políticos e servidores do Executivo e Legislativo do Estado do Santa Catarina. Segundo Eskudlark, a intenção é que estes recursos sejam destinados no combate ao Covid-19, além de famílias que estejam sem renda neste momento de crise. “Precisamos dar exemplo, abrir mão de recursos, a sociedade inteira vai perder, e nós como políticos e servidores temos também que dar nossa parcela de contribuição pensando nos doentes e nas pessoas mais necessitadas”, explica.

Sociedade sem rumo…

É preciso urgentemente que o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falem a mesma língua no que se refere às ações que os governadores, prefeitos e secretários de saúde deve tomar para combater o coronavírus. O ministro Mandetta vem diariamente sendo bombardeado e desautorizado pelo presidente. Isto não beneficia ninguém, muito menos o governo Bolsonaro. O mais coerente seria Bolsonaro deixar o ministro da saúde orientar a sociedade e o presidente, em conjunto com sua equipe de governo, determine as ações em apoio ao ministro, que é médico e conhece bem a área que administra. Este desencontro de opiniões tem deixado a sociedade brasileira e as autoridades médicas sem saber que rumo tomar.

Em busca do populismo e divisão

Todos sabemos que o momento pelo qual passa o país é muito delicado, mas parece que o presidente Bolsonaro está alheio ao que esta pandemia do coronavírus está gerando no mundo inteiro. Bolsonaro parece estar mais preocupado em criar divisões em busca de populismo. Será que Bolsonaro não entendeu que a “unanimidade” neste momento é o coronavírus? Bolsonaro precisa urgente voltar à lucidez e guiar a sociedade brasileira, neste momento de pânico e tensão. Caso contrário, seu castelo pode desmoronar e sua simpatia e adoração também.

Aliados batem em retirada

Bolsonaro Iniciou brigando com o congresso e o STF. Agora, em plena crise, com a chegada do vírus no país, ele briga com os governadores, numa queda de braço. Bolsonaro perdeu esta disputa e muitos aliados. Os governadores têm apoio do povo, agora do congresso e, se precisar, do STF, que solicitados pelos governadores irão dar respaldo aos mesmos em suas ações nos estados ao combate do coronavirus.  Mesmo Bolsonaro sendo contrário.

Imposto Zero

O presidente Jair Bolsonaro informou nesta quinta-feira (26) que zerou o imposto de importação que incide sobre a cloroquina e a azitromicina, medicamentos ainda testados preliminarmente no tratamento de pacientes com coronavírus.“Com o objetivo de facilitar o combate ao coronavírus, zeramos o Imposto de Importação da cloroquina e da azitromicina, para uso exclusivo de hospitais em pacientes em estado crítico. Essa redução também se estende a outros produtos e vai fazer toda a diferença em nossa luta! Também suspendemos temporariamente os direitos antidumping para importações de seringas descartáveis e tubos para coleta de sangue. Assim, poderemos adquirir esses equipamentos essenciais por preços menores e deixá-los acessíveis para a população mais vulnerável”, disse.

Amigo, pero no mucho

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, em seu discurso, defendeu o isolamento como estratégia de combate à disseminação do coronavírus, indo em outra direção às afirmações do presidente Jair Bolsonaro, que em seu desastroso discurso pediu que acabasse o isolamento social. Mourão até que tentou defender o presidente afirmando que Bolsonaro “pode ter se expressado de uma forma que não foi a melhor”, mas não convenceu nem a vovozinha. Ao mesmo tempo, Mourão não foi enfático em defender Bolsonaro, muito menos dividir a responsabilidade. Amigo, mas pero no mucho.

Discurso conciliador

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, manteve mais uma vez o seu estilo diplomático buscou amenizar o mal estar crido pelo presidente Jair Bolsonaro junto aos governadores, que defendem o isolamento social,  enquanto Bolsonaro pede para que o mercado volte as suas atividade normais, como se o coronavírus fosse apenas uma “gripezinha”. “A minha visão, por enquanto, é que temos que terminar esse período que estamos em isolamento para que haja calibragem da forma como está avançando a epidemia no país”, defendeu. Depois dessa avaliação, será possível “gradativamente ir liberando as pessoas dentro de atividades essenciais para que a vida do país prossiga”, disse.

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