sexta, 17 de setembro de 2021 - 04:39:41 AM
Lucio Jaques
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PUBLICADA EM 26 de agosto de 2021 - 1:04 PM

Moisés está em ritmo de campanha

 

O governador Carlos Moisés (sem partido) já está em ritmo de campanha, em busca da sua reeleição. Isto ficou claro no seu discurso, quarta-feira (25), em Praia Grande, no Extremo Sul. Moisés largou uma frase que sintetiza o momento do seu governo: “Santa Catarina nunca mais será a mesma, mesmo que não me deem mais tempo para trabalhar. Mas acho que vão me dar mais tempo.” Tenho falado em minhas colunas, Moisés é candidatíssimo à reeleição e vem trabalhando forte para isso. Dinheiro em caixa não falta, nem apoio da Alesc.

Foco na gestão

Questionado sobre seu futuro político, já que está sem partido, Moisés tenta disfarçar o foco na gestão. “Nosso governo precisa de tempo, que nos deixem trabalhar. Não temos encaminhamento com partidos, nem grandes, nem pequenos. Temos convites, tanto de partidos grandes, quanto pequenos, mas não há decisão tomada”, afirmou. Mas nos bastidores a conversa é outra, Moisés deve ir para o Republicanos. O jeito é aguardar.

Só um empecilho

O governador Carlos Moisés (sem partido) só tem um empecilho para resolver para ir à reeleição, conseguir recuperar os R$ 33 milhões gastos nos 200 respiradores fantasmas. Tem argumentos de sobra para dar voos mais altos, até mesmo justificar os seus desastrosos dois anos de governo. Hoje, Moisés conta com apoio da maioria dos deputados e partidos na Alesc, que lhe dão sustentabilidade política e administrativa. Mais, com dinheiro em caixa, para fazer a alegria dos deputados e prefeitos. Quem será contra?

A Fênix…

O governador Carlos Moisés aprendeu com os erros, como bom aprendiz criou um novo estilo de governar, mais perto do catarinense e aberto ao diálogo. Em síntese, muito mais do que dar sustentabilidade ao governo Moisés, os deputados e partidos criaram um “monstro”, com muita vontade de governar novamente Santa Catarina. Não tem mais como parar esta Fênix, que ressurgiu das labaredas, chamado Moisés.

Nas mãos de Moisés

Gostaria de saber como e qual será a fórmula mágica para os partidos e lideranças, que hoje apoiam o governo de Carlos Moisés, quando definirem seus pré-candidatos ao governo. Naturalmente estarão com Moisés em seu projeto político ou irão para a oposição. Mas como ser oposição se até ontem estavam no governo? Vai ser difícil sair desta teia de aranha e convencer o eleitor. Não sei se todos se deram conta, mas estão nas mãos de Moisés. Aliás, estão fortalecendo e dando musculatura política para seu projeto de reeleição.

Discurso em prática

O governo de Carlos Moisés começa a colocar o seu discurso em prática, mostrando os lados positivos deste governo. Em seu discurso, na apresentação dos relatórios de execução orçamentária e de gestão fiscal do primeiro quadrimestre de 2021 do governo, o secretário da Fazenda Paulo Eli fez questão de destacar que o momento é de recuperação econômica, mas graças ao planejamento e orientações do governador Carlos Moisés. “Santa Catarina está se estruturando financeiramente, o que nos próximos anos vai gerar melhorias nos serviços públicos, além de mais empregos e geração de negócios”, garante.

Arrecadação em alta

Sem dúvidas, o governo Carlos Moisés tem muito para comemorar, não só na questão política, mas principalmente financeiramente. A receita líquida nos primeiros quatro meses do ano somou R$ 10,72 bilhões e as despesas foram de R$ 9,15 bilhões, resultando em superávit de R$ 1,58 bilhão. Já a arrecadação bruta foi de R$ 15,19 bilhões, dos quais R$ 11,47 bilhões são provenientes de taxas e impostos, ou seja, 75,5%. O que demonstra um superávit orçamentário considerável.

Crescimento na arrecadação

“O crescimento da arrecadação tributária em 2021, em comparação com 2020, foi de 18,6% entre janeiro e abril. Isso porque, no ano passado, tivemos uma queda acentuada em março e abril, proveniente do início da crise causada pela pandemia e, neste ano, reflete-se a retomada econômica”, afirma o diretor de Contabilidade e Informações Fiscais, Jefferson Fernando Grande.

Abaixo do limite

Conforme o secretário da Fazenda Paulo Eli, após quase 10 anos, o Governo do Estado conseguiu ficar abaixo do limite de alerta, de 44,1% da Receita Corrente Líquida (RCL), com despesa de pessoal, em relação à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No 1º quadrimestre de 2021, Santa Catarina registrou 43,61% da RCL em gastos com a folha de pessoal. “Nossa meta é encerrar 2022 com 40% em despesas com pessoal, o que demonstra situação fiscal saudável em relação ao comprometimento das receitas”, destaca Eli.

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