quinta, 16 de julho de 2020 - 02:24:44 PM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 29 de junho de 2020 - 5:54 PM

O silêncio de Merisio…

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O silêncio dos partidos, PSDB e PSD, em definir o nome do pré-candidato a prefeito em Xanxerê tem deixado os adversários de cabelo em pé. Informações extraoficiais dão conta que o prefeito Avelino Menegolla (PSD), aguarda uma conversa com o líder tucano do Oeste, o ex-deputado Gelson Merisio, para definir o projeto político. Enquanto isto, Menegolla age em direção de formalizar a sua disputa de um quarto mandato. Já os tucanos também estão no mesmo barco, aguardam uma posição de Merisio sobre o nome que o partido vai apresentar para a disputa eleitoral deste ano. Este silêncio de Merisio gera expectativa entre os adversários, que esperam a movimentação do novo tucano de alta plumagem, que poderá mudar o cenário político na “Campina da Cascavel”.

PSL busca aproximação com MDB e PSDB
Informações dão conta que o Partido Social Liberal (PSL) não deve se coligar nesta eleição municipal com partidos de esquerda. A tendência é uma aproximação maior com MDB e PSDB, como já vem acontecendo em alguns municípios do estado. Em Xanxerê, isto dificilmente deve acontecer, principalmente com o PSDB, visto que o pré-candidato a prefeito, o vereador Wilson Martins (PSL) saiu do PSDB para se filiar ao PSL, por não concordar com a entrada de Gelson Merisio no ninho tucano. Já com o MDB, Martins teria que optar em ser vice de Adenilso Biasus, que busca uma aproximação maior com o PSDB. Mas como em política não existe ponto final.

Conferências do MDB
O MDB catarinense realizou neste fim de semana a última das 36 conferências virtuais que promoveu junto às coordenadorias regionais. A última conferência aconteceu na cidade de Maravilha e a novidade foi a participação do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, que aderiu ao grupo para dar mais motivação ao MDB catarinense. O partido se prepara para as eleições municipais.

Com perfil
A exoneração do ex-Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior, enfraqueceu ainda mais o governo de Carlos Moisés, que se vê naufragado em denúncias de corrupção por conta das investigações da Operação Oxigênio, que apura a irregularidade na compra de 200 respiradores, realizadas pelo Governo do Estado, por R$ 33 milhões. Isolado e fragilizado, Moisés segue com o governo sangrando politicamente e precisa urgentemente colocar alguém na Casa Civil que tenha o perfil de um estadista, para filtrar os problemas para não chegarem até o governador. Mais do que isto, tem que ser alguém que faça política, mas tenha o respeito e admiração do meio empresarial entre segmentos que hoje reclamam da falta de diálogo com o governo.

O governador sabia!
Em recente entrevista, o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD), foi taxativo em afirmar que o governador Carlos Moisés sabia desde o início da compra dos 200 respiradores. “Nós detectamos, pelos depoimentos que tivemos, a certeza que o governador sabia desde o início. Não adianta agora o governador querer dizer que não se preocupa com compra. Ele é responsável, sim. Se o governador não sabia é um erro. Se ele sabia e aconteceu é pior ainda. Então, os dois erros, a omissão e o não saber, não cabem na roupa de governador”, defende o deputado.

Desgaste político
Uma coisa é certa, o governo de Moisés sangra politicamente com esta compra fantasma dos respiradores. Conforme avançam os depoimentos eles apontam para a presença do governador nesta compra. Moisés tenta se desassociar deste imbróglio dos respiradores, mas mesmo assim terá que dar uma resposta convincente para a justiça e a sociedade catarinense de sua não participação. Já o desgaste político é inevitável e deve refletir negativamente nestas eleições municipais.

Expectativa
Conversas de bastidores dão conta que o depoimento do ex-Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior, nesta terça-feira (30), na CPI dos Respiradores na Assembleia legislativa é visto com grande expectativa, pois poderão surgir fatos novos que envolvem diretamente o governo de Carlos Moisés. A conferir.

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