terça, 04 de agosto de 2020 - 02:00:03 AM
Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 28 de julho de 2020 - 6:09 PM

O silêncio dos tucanos na Campina da Cascavel

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O mês de agosto será o prazo máximo para o PSDB xanxerense se manifestar se terá pré-candidato a prefeito ou se vai ir de vice nesta eleição. O coordenador estadual do PSDB, o ex-deputado Gelson Merisio, já pousou várias vezes na “Campina da Cascavel” e conversou com várias lideranças para fechar com um pré-candidato a prefeito, mas não obteve êxito. Tanto que Merisio preferiu dar um tempo e trabalhar em outras regiões, lançando pré-candidatos tucanos. Mas Xanxerê é o berço político de Merisio, há quem afirme que os tucanos estão com uma carta na manga para apresentar no final. Mas que é muito estranho, isto é, afinal o PSDB já elegeu prefeito e agora mais parece um partido coadjuvante neste processo eleitoral. A conferir, qual o coelho que vai sair da cartola. O nome de Elias Bortoluzzi Collet começa ser ventilado… A conferir.

PT busca uma ampla aliança

O deputado federal Pedro Uczai (PT) é pré-candidato a prefeito de Chapecó nesta eleição. O PT busca construir uma frente de oposição e já tem mantido conversações com outros partidos, como PDT, PCdoB, Psol, PSB e MDB.  “Quem é oposição e quer mudança em Chapecó nós vamos conversar”, disse. Uczai, que já foi prefeito de Chapecó, vem com uma grande bagagem no Legislativo e como deputado federal tem buscado trazer recursos para Chapecó,  em especial na área da saúde, entre outras. “Pedro é o candidato a prefeito que reúne todas as condições para retomar o desenvolvimento de Chapecó”,  garantem lideranças petistas.

Disposto a mudar

Chapecó tem hoje 20 pré-candidatos a prefeito, mas até as convenções deve reduzir drasticamente o número de pré-candidatos, afirmam lideranças políticas do município. Normalmente, a eleição polariza em torno de partidos tradicionais do município, como PSD, PT, MDB, PSDB. Os demais sempre compõem no final. Mas nesta eleição pode haver surpresas, movidas pela intenção de mudança e do novo. Resta saber se o eleitor está mesmo disposto a mudar.

Moisés foi alertado

A situação do governador Carlos Moisés (PSL) começa se complicar ainda mais na CPI dos Respiradores, consequentemente no pedido de impeachment. É que no seu depoimento ao Ministério Público, o presidente do TCE-SC, Adircélio Ferreira Moraes Junior, afirmou que alertou em contatos telefônicos o governador Carlos Moisés da Silva e o secretário de Saúde, Helton Zeferino, sobre os riscos de pagamentos antecipados em dispensa de licitação,durante o período de pandemia.

Areia movediça

Esta afirmação do presidente do TCE-SC, Adircélio Ferreira Moraes Junior, confirma e até caracteriza uma possível participação do governador na aquisição e pagamento antecipado dos 200 respiradores. Os desdobramentos podem ser os mais variáveis, depende de tudo, da interpretação da justiça e dos membros da CPI.  Inegavelmente, o movimento pró-impeachment de Moisés ganha força entre os favoráveis a ele. Moisés começa a pisar em areia movediça, política e jurídica. Moisés vai precisar muito mais do que uma defesa, para provar a sua não participação ativamente na compra dos respiradores fantasmas.

Novela jurídica

O governador Carlos Moisés (PSL) demorou para se manifestar sobre a compra dos respiradores e até mesmo na CPI. Moisés apostou que sua defesa se manifestaria e aí acalmaria os ânimos na Alesc. Ledo engano, estamos nos primeiros capítulos desta novela jurídica. A defesa do governador Moisés vai poder mesmo se manifestar depois da Assembleia votar e aceitar o pedido de impeachment, contra Carlos Moisés e da vice-governadora Daniela Reihner. Agora, esta novela poderá ser curta, dependendo das provas já existentes e novas apresentadas no processo.

A estratégia é deixar Moisés sangrando?

Um fato que chama a atenção, que foi a troca do prazo de 15 dias para a manifestação de defesa do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr, pelo tempo de 10 sessões plenárias. Sendo que em média são três  sessões por semana, deve acontecer em até duas semanas. Ou seria aí uma forma estratégica de analisar o processo de impeachment lentamente até o ano que vem? Caso isto aconteça, quem vai escolher o novo governador serão os 40 deputados. Além do que o governador e a vice ficariam expostos e sangrando politicamente bem no período eleitoral. Isto, naturalmente, enfraqueceria o governador politicamente e o seu partido, o PSL, juntamente com os candidatos a prefeito e vereadores do partido que disputam esta eleição.

Pesquisa para presidente

Mesmo com muitas trapalhadas e acertos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se consolida como o candidato preferencial do eleitorado para as eleições de 2022. Em uma pesquisa do instituto de pesquisa Paraná Bolsonaro aparece liderando em todos os cenários na consulta estimulada. E vencendo todos os adversários, inclusive Lula da Silva e Sérgio Moro, no segundo turno. No segundo turno, Bolsonaro 46,6% e Hadadd 32%; Bolsonaro 44,7% e Moro 35%; Bolsonaro 45,6% e Lula da Silva 36,4%.

Pesquisa

Para a realização da pesquisa foi utilizada uma amostra de 2030 eleitores, sendo esta estratificada, segundo sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais telefônicas com eleitores com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 188 municípios brasileiros, entre os dias 18 a 21 de julho 2020.

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