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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 22 de maio de 2020 - 3:22 PM

OMS classifica América do Sul como novo epicentro da pandemia de covid-19

 

O diretor do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, classificou a América do Sul como “um novo epicentro” da pandemia de covid-19. Ryan destacou que o Brasil é o local mais afetado da região, e alertou para a situação no Amazonas, que registra uma das maiores taxas de incidência do País.

O Estado possui 612 infectados a cada 100 mil habitantes, número inferior apenas ao do Amapá (613,4), segundo atualização mais recente do Ministério da Saúde, nesta quinta-feira, 21. A taxa de incidência nacional da covid-19 é de 147,6.

Além de chamar a atenção para os casos no Brasil, o diretor voltou a desaconselhar o uso da cloroquina no tratamento de pacientes do novo coronavírus. “Sabemos que o governo aprovou o uso da cloroquina para um uso mais abrangente, mas, de acordo com as revisões sistemáticas da OMS, as evidências clínicas não apoiam o uso para tratamento da covid-19. Não antes que tenhamos resultados dos estudos em andamento”, disse.

Guilherme Bianchini, especial para o Estado

22 de maio de 2020 | 13h16

O Estado possui 612 infectados a cada 100 mil habitantes, número inferior apenas ao do Amapá (613,4), segundo atualização mais recente do Ministério da Saúde, nesta quinta-feira, 21. A taxa de incidência nacional da covid-19 é de 147,6.

 Além de chamar a atenção para os casos no Brasil, o diretor voltou a desaconselhar o uso da cloroquina no tratamento de pacientes do novo coronavírus. “Sabemos que o governo aprovou o uso da cloroquina para um uso mais abrangente, mas, de acordo com as revisões sistemáticas da OMS, as evidências clínicas não apoiam o uso para tratamento da covid-19. Não antes que tenhamos resultados dos estudos em andamento”, disse.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, e diretor do programa de emergências, Michael Ryan.  Foto: REUTERS/Denis Balibouse

Diretora técnica da entidade, Maria Van Kerkhove acrescentou que é necessário proteger a população vulnerável. “Há uma desproporção no risco. Todos os países têm suas populações vulneráveis, e estamos vendo maior impacto nesse grupo. Isso tem a ver com as condições de base. Precisamos trabalhar para garantir que as pessoas tenham acesso à saúde, aos testes e à informação, para impedir um maior número de infecções e de mortes”.

Queda na vacinação

Também nesta sexta, a OMS ligou o sinal vermelho para a queda na vacinação ao redor do mundo. Segundo a entidade, ao menos 68 países interromperam campanhas de imunização infantil de doenças preveníveis, como sarampopoliomelite e difteria. O desfalque afeta aproximadamente 80 milhões de bebês com menos de um ano de idade.

A interrupção em escala global pode não ter precedentes desde a expansão dos programas de imunização, na década de 1970. O órgão garantiu que as campanhas de vacinação podem acontecer de maneira segura, mesmo durante a pandemia. É necessário, porém, fornecer os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados aos profissionais de saúde responsáveis pela aplicação do imunizante.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhenom Ghebreyesus, afirmou que a “epidemia da desinformação” prejudiu as campanhas de vacinação nos últimos anos. “Peço a todos que ajudem a evitar que rumores e pseudociência prejudiquem os esforços da saúde pública que salvam milhões de vidas”, afirmou Tedros. O Estadão.

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