domingo, 21 de abril de 2019 - 01:03:19 PM
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Lucio Jaques
Andrioli Projetos
PUBLICADA EM 10 de dezembro de 2018 - 9:21 PM

Posse de Bolsonaro é ofuscada

Reana Seguros

O presidente eleito Jair Bolsonaro foi empossado como presidente nesta segunda-feira (10), em Brasília. O que seria uma festa de foguete e gaitaço foi ofuscada pelo episódio recente que envolveu uma operação financeira de Fabrício José Carlos de Queiroz, motorista de seu filho mais velho, o deputado Flavio Bolsonaro, com a descoberta pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), de mais de R$ 1,2 milhão de movimentações consideradas suspeitas. Não bastasse isto, o partido está dividido, com brigas internas para ver quem ocupa o maior espaço na Câmara Federal. Em síntese, o poder.

Governar para todos

No discurso de diplomação, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu  governar para todos, sem qualquer distinção ou discriminação. Bolsonaro pediu a confiança daqueles que não votaram nele. Também afirmou que o voto popular é um “compromisso inquebrantável”. Segundo ele, a construção de uma nação mais justa depende da “ruptura de práticas que retardaram o progresso no país”, como mentiras e manipulação. “A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, afirmou o presidente eleito durante a cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não justifica

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), seus filhos e sua mulher estão enrolados em transações financeiras que eles não conseguem explicar a contento. Sem o menor constrangimento, ele admitiu ter sonegado do seu Imposto de Renda os R$ 24 mil que o ex-assessor Fabrício José de Queiroz depositou na conta da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O depósito, segundo ele, corresponde ao pagamento de um empréstimo. A Receita Federal determina que empréstimos feitos ou tomados com valor a partir de R$ 5.000,00 devem ser declarados. “Se eu errei, arco com a minha responsabilidade com o Fisco sem problema nenhum”. Mas isto é inadmissível para um político que assume o maior cargo de uma nação. Quase explica, mas não justifica.

Calar vale ouro

O presidente Bolsonaro e sua equipe não se deram conta que a eleição acabou, o momento de discurso também. Mas continuam falando demais, talvez para satisfazer o seu ego, que pelo visto é grande. O momento é de ação, alianças políticas e muito trabalho de bastidores. Já diz o ditado popular “tem horas que falar vale prata e calar vale ouro”. Mas isto só a experiência ensina ou o tempo.

Excursão cancelada

Havia uma expectativa muito grande por parte dos eleitores de Jair Bolsonaro com sua eleição. Muitas excursões estavam previstas para ir na posse de Bolsonaro, mas foram canceladas. Por vários motivos, como passada a euforia da vitória muitos esfriaram, outros se decepcionaram com algumas alianças políticas feitas nesta transição de governo e, por fim, essas novas e graves denúncias de corrupção envolvendo grande parte da família do presidente eleito.

Desafio do PSL

Por mais que seu partido, o PSL, tenha eleito um número expressivo de deputados e  senadores , a maioria nunca exerceu um cargo eletivo, sem falar que o partido ainda é nanico. Está na hora de Bolsonaro parar de fazer lives, selfies e trabalhar. Mas principalmente fazer partido e não pensar só no seu papel como presidente, afinal se ele não tiver um partido unido, forte e bem articulado não vai conseguir aprovar os projetos necessários para a mudança que o Brasil precisa, muito menos sair desta crise.

Prefeitos do PSL

O presidente estadual do PSL em Santa Catarina, Lucas Esmeraldino afirmou que a sigla não tem problemas em estar com outros partidos nas eleições municipais. A meta é em 2019 reorganizar o partido nos municípios, para solidificar o PSL no Estado e ter até 150 candidatos a prefeito em Santa Catarina. Esmeraldino disse que o partido estará próximo de pessoas que tenham interesse em fazer política e que as eleições municipais serão o teste oficial da sigla para que a vitória não seja vista como resultado da “onda Bolsonaro”.

Moro defende investigação

O ex-juiz federal Sérgio Moro, futuro superministro da Justiça do Governo Bolsonaro, se manifestou sobre o relatório Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) dizendo que deve ser feita uma investigação sobre o caso. Bolsonaro já esclareceu a parte que lhe cabe no episódio. “O restante dos fatos deve ser esclarecido pelas demais pessoas envolvidas, especialmente o ex-assessor, ou por apuração”, enfatizou.

Vender as férias

Somente em despesas com a venda de férias de servidores do Poder Judiciário, o Brasil gasta mais de R$ 2 bilhões por ano, segundo revelou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que chegou a esse valor fazendo estudos para produzir o seu substitutivo, como relator da comissão especial sobre regulamentação do teto salarial.

Impeachment de Lewandowski

O jurista Modesto Carvalhosa, que lidera o pedido de impeachment do ministro Ricardo Lewandowski, não espera muito do Senado atual. “Esperamos que venha a ser eleito um presidente decente, no Senado, que respeite o regimento interno e submeta requerimento ao plenário”.

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