segunda, 25 de maio de 2020 - 02:46:39 PM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 23 de abril de 2020 - 6:08 PM

Presidente Bolsonaro: Ajoelhou tem que rezar

 

Caiu a ficha do presidente Jair Bolsonaro, que recorreu ao bloco de partidos chamados de “Centrão” como forma de neutralizar seu arqui-inimigo, o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia, e tomar novamente o comando do governo. Agora que o “Centrão” entrou em campo, o jogo vai ser diferente. O grupo reúne 351 deputados e ganhou nova denominação – “blocão”, com sua estreia nesta quarta (22) em apoio explícito ao governo. O grupo tem voto para aprovar e rejeitar qualquer projeto, até emendas constitucionais. Seu apoio pode garantir a tranquilidade que o governo nunca teve. Mas, em política, como na vida, ajoelhou, tem que rezar: Bolsonaro pediu ao PP para indicar o novo presidente do ambicionado FNDE, órgão do MEC. Em síntese, Bolsonaro se obrigou a recorrer à “velha política” que tanto desprezou e foi sua bandeira de campanha. O famoso toma lá, dá cá.

Pacto com o “Centrão”

Acuado e isolado, o presidente Jair Bolsonaro teve que recorrer à velha receita caseira como forma de combater as artimanhas do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, que tem feito de tudo para paralisar o seu governo, restringindo as votações de projetos importantes. Bolsonaro optou em fechar um pacto com o “Centrão” para buscar a governabilidade perdida. Partidos estes com líderes, suspeitos de corrupção e vários processos na justiça. Seria este o mal necessário para o presidente tirar o comando do governo das mãos do Congresso? Talvez agora o presidente comece a fazer política com lucidez, se pensa em buscar a reeleição, que já está presente em seus discursos.

Governo está perdido

O governo Bolsonaro foi incapaz de fazer chegar com rapidez os R$ 600,00 mensais às mãos dos mais vulneráveis e não é capaz de mais nada – a não ser fabricar crises, perseguir adversários e segurar em alça de caixão. O adiantamento previsto da segunda parcela da ajuda de R$ 600,00 foi cancelado por falta de dinheiro. Sem o aval do Ministério da Economia, o ministro Braga Neto, chefe da Casa Civil da presidência, antecipou o lançamento de um plano de recuperação econômica pós-covid 19, que prevê aumento dos gastos com investimentos públicos para os próximos anos. O plano é vago e carece de recursos para ser executado.

Luz no fim do túnel

O governo bate cabeça e dá sinais de que está “perdidinho da silva”. Só nos resta torcer para que o ministro Guedes ache a luz no final do túnel, afinal vamos para dois anos de governo e o “Super Ministro” sente na pele o desgaste deste governo, pela sua inoperância e crises geradas pelo presidente Bolsonaro.

Volta à normalidade?

“Talkei”! O presidente Jair Bolsonaro e empresários estão fazendo a maior pressão para que os governadores e prefeitos liberem as pessoas para voltar à vida normal, alegando uma crise sem precedentes na economia brasileira. O governo Bolsonaro deve apresentar na semana que vem um plano de desmonte do isolamento social, adotado como meio de combate à pandemia do coronavírus. Vai restar aos governadores e prefeitos pô-lo ou não em prática, como decidiu recentemente o Supremo Tribunal Federal. A responsabilidade será deles.

Vida normal?

Aí você analisa o que aconteceu em Blumenau, nesta quarta-feira, quando foi aberto o Shopping Center, que ficou lotado, com música ao vivo e uma aglomeração de pessoas, sem respeitar as mínimas normas de segurança do contágio da Covid-19. Virou matéria nacional negativa e o shopping foi multado pela justiça. A sociedade não está preparada para voltar à vida quase normal, com o relaxamento do isolamento. Temos que manter os cuidados, como uso da máscara, luvas e o distanciamento, bem como evitar apertos de mãos e abraços. A Covid-19 continua se alastrando e contaminando as pessoas.

À procura de um vice

A maioria dos partidos políticos xanxerenses definiu quem será o seu pré-candidato a prefeitos. Até as convenções alguns terão desistido de lançar candidato e irão compor em outras alianças. Mas a corrida que acontece agora nos bastidores é a procura de um vice que venha somar na chapa majoritária. Já o velho ditado “no atar é que se ganha corrida”, no caso a eleição. Resta saber o quanto os partidos estarão dispostos a abrir mão de sua ideologia política, para fechar uma chapa com mais chances de sair vencedora. A conferir.

Nova política?

O que se nota é que alguns nomes começam a circular com mais frequência na boca do eleitorado, deixando claro que não fugiremos nesta eleição de líderes políticos já conhecidos. Será este realmente o cenário político na campina da Cascavel? Ou irão predominar lideranças novas, advindas do conceito de que estamos vivendo uma nova política, com a eleição de Jair Bolsonaro. Acredito que não, os quase dois anos e o desgaste do governo Bolsonaro e sua saída do PSL, desmontaram qualquer tese da tão falada “nova política”.  Até porque a eleição municipal tem suas características próprias, onde predominam os grupos formadores de opinião. Já aquele eleitor acostumado a vender seu voto, nos últimos três dias da eleição, está alheio a qualquer mudança ou interferência. O eleitor não quer é perder o seu voto, quem estiver na frente e pagar, ele vota. Também não vamos generalizar.

Nova modalidade de futsal

Nem em tempos de coronavírus os corneteiros perdoam. O pior é que já viralizou nas redes sociais. Um empresário do ramo do esporte, preocupado com o isolamento social e falta de clientes para jogar futsal, ligou para uma autoridade do município e perguntou se podia abrir as quadras para os clientes, amantes do esporte, jogarem um futsal. Faceiro, o empresário ligou para o cliente e orientou: ”Olha, fulano, falei com a autoridade responsável que me disse que não tem problema jogar, só não pode ter contato físico”. Mas que tal esta nova modalidade de jogo, sem contato físico? Deve ser campeonato de bater pênalti, porque futsal é jogo de contato. Tá loucooo.

Mandetta será investigado

O general Eduardo Pazuello, na secretaria executiva do Ministério da Saúde, dá tranquilidade ao ministro Nelson Teich e sinaliza a orientação do presidente Jair Bolsonaro de averiguar com discrição e rapidez supostas denúncias sobre contratos e compras da gestão de Luiz Henrique Mandetta. Seu estratégico Departamento de Logística (DLog), por exemplo, revelou incapacidade de fazer compras devidas para combate à Covid-19 e curiosa destreza na relação com fornecedores. Como já é lei, acho que o ex-ministro da Saúde fez um belo trabalho, no início desta pandemia do Coronavírus que foi o isolamento social. Passado um mês, nota-se que as várias formas de contaminação do vírus nos permite abrir o mercado gradativamente, mas seguindo as norma de proteção. Mas falando em Mandetta como agente político, seu passado não é trigo limpo. Ele tem vários processos de corrupção na sua ficha. A conferir.

Não acreditam no isolamento

Em uma lista de 15 países pesquisados, o Brasil é o segundo que menos acredita na eficácia do isolamento social para reduzir as mortes por coronavírus. É o que mostra pesquisa divulgada pelo instituto de pesquisas Ipsos.  De acordo com o levantamento, 54% dos brasileiros entrevistados responderam que medidas como o isolamento social e restrição de viagens não são capazes de impedir a disseminação da Covid-19.

Ranking

No ranking, o Brasil ficou empatado com a Alemanha. O índice só é menor que o observado na Índia, onde 56% dos entrevistados disseram não acreditar que estratégias desse tipo funcionem. No estudo, foram ouvidas 28 mil pessoas em vários países via um formulário on-line. Os espanhóis são os que mais acreditam no isolamento: só 34% disseram que ele não funciona. Em seguida aparecem a Austrália (35%), Canadá, Itália e China (36%).

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