segunda, 17 de janeiro de 2022 - 01:31:32 AM
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Lucio Jaques
App Sicoob
PUBLICADA EM 31 de dezembro de 2021 - 4:01 PM

Presidente Bolsonaro perdeu o foco de governar e ressuscitou Lula

Os inúmeros erros do presidente Jair Bolsonaro em seu governo, aliado à forma deturpada e equivocada de fazer política, acabaram de colocar Bolsonaro distante de vencer as próximas eleições. Mais do que isto, acabou por ressuscitar seu maior adversário – o ex-presidente Lula e fortaleceu a esquerda. A esquerda, que estava apática, acabou por ressurgir como esperança e opção entre a maioria do eleitorado brasileiro. Assim mostram as pesquisas. A terceira via é só uma alusão, não há tempo hábil, nem espaço para se fortalecer. Nem personagens políticos capacitados para atrair esta gama do eleitorado descontente com Bolsonaro e Lula. Com isso, a eleição está polarizada entre os dois.

O negacionismo de Bolsonaro em momentos cruciais do país, como a pandemia do coronavírus e a vacina, aliado à briga constante com imprensa, Congresso Nacional e STF, só dificultou ainda mais o seu governo. Bolsonaro teve que buscar apoio do Centrão para escapar de um possível impeachment. Hoje, tramitam mais de cem pedidos de impeachment no Congresso.

Não bastasse a falta de habilidades e construção de políticas públicas, que visassem à estruturação e o fortalecimento do mercado e da economia, o custo de vida está altíssimo e a inflação voltou. Sem dúvidas, o maior adversário do governo foi o próprio Bolsonaro. Foram três anos de desgoverno e apostas em palavras sem efeito algum na vida dos brasileiros, que sente na pele o abandono e a distância do presidente e governo.

Bolsonaro e sua equipe não conseguiram fazer as reformas necessárias para dar sustentação ao seu governo, como reforma administrativa e tributária. Com isso, o governo ficou engessado, os gastos da máquina pública só aumentaram, dificultando ainda mais reações rápidas do seu governo aos graves problemas econômicos que o país passa. Lá na ponta, o cidadão de baixa renda e até a classe média sente esta conta no bolso e no estômago. Ambos tiveram que se readequar ao novo modelo econômico, imposto pelo governo Bolsonaro, que não agrada ninguém e as reclamações são muitas. A eleição será a hora de cobrar a fatura e com certeza o preço será alto para Bolsonaro, que tinha tudo para ser reeleito presidente do Brasil.

O presidente Bolsonaro não aprendeu a lição, continua governando para meia dúzia e a família, acreditando que o mundo das redes sociais e as “fake news” irão lhe dar a eleição, novamente, como aconteceu em 2018. Bolsonaro está redondamente enganado, já não é mais novidade e absorveu o desgaste como qualquer administrador. Errou mais do que acertou, em vários aspectos, mas acredita que ainda é um mito.

A “nova política” tão pronunciada aos quatro cantos, se esvaiu ao vento, caindo nos braços do Frentão, a ala mais corrupta e vendida do Congresso. Bolsonaro hoje é refém, fingindo ser líder. Continua passeando distante das verdadeiras forças políticas e econômicas do país. Bolsonaro passou praticamente três anos sem partido, aposta agora no PL, seu novo partido, como se fosse a sustentabilidade política necessária para buscar a reeleição, quando na realidade será o Centrão a grande força política ao seu lado. Resta saber até quando o Centrão vai permanecer lhe apoiando?

Mais um ano que termina e Bolsonaro continua sozinho, com um governo sem grandes resultados práticos para atender as necessidades econômicas e políticas, que o país tanto necessita. A esperança se tornou um grande pesadelo e o eleitorado brasileiro sem saber em quem votar na sua grande maioria. Mas uma coisa ficou clara, Bolsonaro não será este cara que vai levar os votos do eleitor, que ainda busca um líder que realmente faça a mudança, tão esperada e projete o país para no mínimo 50 anos, escreva uma nova história, com mais igualdade social e oportunidades para todos. Mas um país sem divisão e menos ódio.

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