segunda, 25 de maio de 2020 - 01:24:51 PM
segunda, 25 de maio de 2020 - 01:24:51 PM
Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 09 de maio de 2020 - 7:23 PM

Pressionado, Moisés mostra a sua face autoritária

Acuado pelas implicações legais na compra dos respiradores de uma empresa do Rio de Janeiro, que ainda não entregou o material, o governador Moisés critica a imprensa por realizar o seu papel de informar a sociedade sobre esta compra escabrosa dos 200 respiradores. O governador começa a mostrar a sua verdadeira face autoritária, estilo do presidente Bolsonaro quando quer tirar o foco dos fatos ou não responder as perguntas feitas pela imprensa. Governador, antes de querer cercear o trabalho da imprensa, preste contas à justiça e à sociedade deste papelão que seu governo está fazendo, sendo investigado pela justiça nesta compra suspeita dos respiradores.
Perguntas sem respostas
Só para lembrar, governador Carlos Moisés, ainda tem outros fatos sem respostas, como a intenção de fechar negócios milionários com os Hospital de Campanha, que a justiça suspendeu a licitação por suspeita de superfaturamento, EPIs, entre outros, que devem aparecer agora nesta ampla investigação de compras neste período de pandemia do coronavírus. A sociedade catarinense não quer ouvir desculpas, nem músicas, como costuma fazer em seu tempo de lazer, mas sim a verdade dos fatos.
Crise no governo Moisés
A crise política instalada no governo de Carlos Moisés é sem precedentes. Em menos de um ano e meio de governo, o que se nota é um governo fechado, de pouco diálogo, com as mais diversas áreas da sociedade. Sem apoio do presidente Bolsonaro, nem da Assembleia Legislativa, o governador deixa claro, cada vez mais, que realmente não está preparado para governar Santa Catarina.  A própria líder do governo na Alesc, a deputada Paulinha (PDT) disse: “O governador Moisés precisa fazer amigos. Política envolve gesto, ele precisa mudar a postura. Essa crise é consequência da deficiência de diálogo.”
Secretário Tasca pede para sair do governo
O secretário de Estado da Administração, tenente-coronel Jorge Eduardo Tasca, pediu para sair. Tasca teme o desgaste causado pela crise que culminou com a Operação Oxigênio realizada na manhã deste sábado (9). O governador Carlos Moisés da Silva (PSL), ofereceu a Casa Civil, já que Douglas Borba será removido. Tasca foi deixado para pensar. Mas agora na noite voltou atrás e decidiu ficar na secretaria de Administração.
Secretário da Casa Civil é exonerado
Após um turbilhão de denúncias vindas de todos os lados, sobre a compra de respiradores, mais a malograda dispensa de licitação do Hospital de Campanha de Itajaí, o secretário da Casa Civil do governo do estado, Douglas Borba, foi exonerado do cargo. Considerado o braço direito do governador Carlos Moisés, Borba prestou depoimento na manhã deste sábado na Polícia Civil, na operação realizada pelo Gaeco que investiga a compra dos 200 respiradores e os envolvidos. Conforme as investigações preliminares, houve um grande esquema para fraudar o governo.
À política
O presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, em seu primeiro discurso na sessão ordinária que marcou o retorno parcial das atividades presenciais da casa, foi incisivo quando observou a importância política e seu exercício. “Política é a arte de fazer o bem. Bem às causas, às instituições, às pessoas, de modo especial àquelas que mais precisam das ações políticas. Não à politicagem. Sim à política. Nem nova, nem velha. À política”, disse. Será uma alfinetada ao governador Moisés implicada nesta vergonhosa compra dos respiradores fantasma?
 Assembleia
Conversa extraoficiais dão conta que a maioria dos deputados na Assembleia Legislativa não terá o menor interesse em protelar a análise e encaminhamento da CPI que envolve a compra suspeita  dos 200 respiradores, por parte do governo do estado. Resta saber agora como vai se manifestar a Alesc no pedido de impeachment do governador Moisés apresentado pelo deputado Mauricio Eskudlark. A conferir.
Abertura da CPI será na próxima terça
Está confirmado que o deputado estadual Mauricio Eskudlark (PL) deve entrar com pedido impeachment do governador Carlos Moisés, embasado no Art.72, da Constituição Estadual, devido ao pagamento antecipado da compra de 200 respiradores, que não chegaram ao Estado. Há indícios de superfaturamento na aquisição. A compra dos aparelhos foi feita de uma empresa da baixada fluminense, no Rio de Janeiro, que não apresentou condições técnicas para realizar a venda.
Eleições municipais são uma incógnita
Ainda é uma incógnita em qual mês teremos eleições este ano. O ministro Luís Roberto Barroso é quem comandará o processo eleitoral das Eleições Municipais de 2020, mas ainda não se tem uma confirmação do mês certo. Conforme o presidente da Câmara federal, deputado Rodrigo Maia, ainda não há previsão para começar a discussão na Câmara sobre a possibilidade de adiamento das eleições municipais deste ano, em razão da pandemia da Covid-19. Líderes partidários afirmam que esse debate ficou para ser feito, inicialmente, em junho, quando eles acreditavam que a pandemia já fosse estar em declínio. Já o deputado Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, é a favor do adiamento das eleições para novembro/dezembro.
Bolsonaro entrega ao Centrão 76,5 bilhões para comandar
O presidente Jair Bolsonaro conseguiu o apoio do Centrão para se fortalecer no congresso. Mas isto não saiu barato. Bolsonaro teve que lotear os cargos do governo federal. Com isso, Bolsonaro deixará sob controle desses políticos um orçamento total de até R$ 76,5 bilhões. Esses recursos estão previstos para 2020 nos órgãos sobre os quais os líderes do bloco do Centrão irão comandar. Nesta semana, indicados de deputados do Progressistas e do Republicanos já assumiram o comando do Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs) e da Secretaria de Mobilidade do Ministério do Desenvolvimento Regional. Outro lote que faz brilhar os olhos de políticos do Centrão, grupo que ainda tem PL, PSD e PTB, está no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Com orçamento de R$ 8,4 bilhões para este ano, cabe ao órgão planejar e realizar obras em rodovias federais. É por isso que a rubrica de investimentos é expressiva – R$ 6,9 bilhões.
Cartão Sipag

Parceiros

Tatu parceiros
Piccoli Parceiros
Tiecher Banner

Publicidade

Vicini
Inviolavel
Momento FM