domingo, 25 de fevereiro de 2018 - 02:39:54 AM
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Lucio Jaques
Niver
Sipag
PUBLICADA EM 08 de fevereiro de 2018 - 6:33 PM

Prisão de João Rodrigues repercute no país

Reana Seguros

Pois é, como era esperado, o deputado federal João Rodrigues foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (8). Após ser abordado na noite de quarta por agentes brasileiros no aeroporto de Assunção, no Paraguai, ele foi encaminhado para o aeroporto de Guarulhos, onde teve o mandado de prisão cumprido, assim que desceu do avião. Rodrigues estava com a família em Orlando, nos Estados Unidos. Conforme a Polícia Federal, a ação foi possível porque o parlamentar foi incluído na difusão vermelha do banco de dados da Interpol. O deputado começará a cumprir a pena de 5 anos e 3 meses, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Defesa

A defesa do deputado João Rodrigues aposta todas as fichas na tese da prescrição para livrar o deputado da cadeia (no regime semiaberto). Se a tese de prescrição prevalecer, o processo será arquivado e João Rodrigues não deve ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa. JR ficará livre, mas o estrago moral e político foi grande.

Pena dura demais

Quem leu o processo que condenou o deputado João Rodrigues, não tem a menor dúvida de que a sentença foi pesada para uma dispensa de licitação, que sequer trouxe problemas ao erário (prefeitura) de Pinhalzinho, descrito até mesmo na peça pelos próprios magistrados. Em síntese, Rodrigues estava no lugar errado, na hora errada. Mas serviu ao propósito da justiça ou injustiça.

Transferência

No final da tarde, mais uma derrota para João Rodrigues. A notícia que foi transferido para Porto Alegre e vai cumprir a pena na capital gaúcha causou surpresa até ao advogado de defesa, Marlon Bertol. Caso cumpra mesmo a pena em Porto Alegre, João Rodrigues não terá condições de seguir atuando como deputado federal, já que passará as noites, fins de semana e feriados bem distante do Congresso Nacional, em Brasília. A expectativa é que a pena fosse cumprida em Brasília, onde o deputado poderia continuar atuando.

Ironia do destino???

Realmente, parece ironia do destino, o deputado federal João Rodrigues (PSD) marcou sua trajetória política como ferrenho adversário político do PT, em Chapecó, no estado e no parlamento, em Brasília.  Para muitos analistas políticos, o deputado foi preso para validar a tese da Suprema Corte que político condenado em segunda instância deve ser preso. Com a prisão de Rodrigues abre um precedente para que o líder do PT, o ex-presidente Lula, condenado em segunda instância, também seja preso.

Silêncio do PDS

O que se nota é o silêncio do PSD diante da prisão do deputado João Rodrigues. O deputado é um dos grandes líderes do partido, campeão de votos, mas depois que foi aconselhado por Júlio Garcia e “companheiros”, alguns do MDB, para disputar com o presidente do PSD, deputado Gelson Merisio, a vaga para governador, abriu-se um labirinto entre os dois parceiros de dobradinhas, cada um seguiu um caminho. Ao que parece, Rodrigues chegou na ponta do precipício de sua carreira política, Merisio busca se achar e seguir em frente. Com certeza, isto trará reflexo paras os dois, politicamente. Resta saber quem saberá fazer deste limão uma limonada.

Merisio ganha força

O lançamento da pré-candidatura do deputado João Rodrigues (PSD), a governador, balançou o projeto do deputado Gelson Merisio de disputar sozinho a vaga ao governo nesta eleição. Mais do que isto, dividiu o PSD em duas alas. Com este fato novo, da prisão de Rodrigues, enfraqueceu o grupo que apoia o deputado e também um possível projeto eleitoral com o MDB e o PSDB.  Merisio aposta em uma coligação sem o MDB, tendo como aliado o PP, PSB e busca levar o PSDB para compor a aliança. Sem dúvidas, Merisio e seu projeto ganham ainda mais força, a partir de agora.

Desafio

O maior desafio de Merisio, caso a defesa do deputado João Rodrigues não consiga reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal, será conquistar a ala pessedista que apoia a candidatura de Rodrigues ao governo. As manifestações em redes sociais demonstram uma certa mágoa da ala que apoia o deputado João Rodrigues. Merisio confidenciou para amigos próximos que “não fez e jamais faria algo para prejudicar Rodrigues”. Ainda é cedo para tirar conclusões.

Buligon para federal

Diante dos últimos fatos políticos que balançaram a estrutura política de Chapecó, com a prisão do deputado João Rodrigues, abriu-se um caminho  para a disputa de uma vaga para a Câmara Federal. O município e a região não podem ficar sem um representante no parlamento. Um nome que ganha força, sem dúvidas, para ocupar este espaço, é o do prefeito Luciano Bulligon (PSB). Buligon é amigo de Rodrigues e Gelson Merisio, e tem o respeito e admiração estadual.  Agora, resta saber se Buligon e seu grupo estão dispostos a aceitar este desafio e também contar com apoio dos dois deputados?  É o momento certo para Buligon alçar voo mais alto na política. Como diria o ditado: “O cavalo está passando encilhado.”

 

 

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