quarta, 25 de maio de 2022 - 10:19:26 PM
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Lucio Jaques
Campanha Agasalho
PUBLICADA EM 08 de janeiro de 2022 - 8:07 PM

Servidores: Bolsonaro recua e não garante reajuste a nenhuma categoria

Em meio à pressão de servidores da Receita Federal, do Banco Central e de outros órgãos por aumento do salário, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste sábado (8/1), que não está garantida a concessão salarial para nenhuma categoria. O mandatário havia pressionado o Congresso Nacional para incluir R$ 1,79 bilhão no Orçamento de 2022 a fim de assegurar o reajuste salarial dos policiais, o que gerou repercussão em outras categorias.

“Não está garantido reajuste para ninguém. E tem uma reserva de R$ 2 bilhões que pode poderia ser usada a PRF [Polícia Rodoviária Federal] e também para o pessoal do sistema prisional, mas não está nada certo. Alguns pegaram isso [reajuste dos policiais] e falaram: ‘Também quero’, e foi feita essa onda toda. Os servidores estão sem reajuste há três anos. Fizeram a Reforma da Previdência e, reconheço, eles perderam bastante o poder aquisitivo”, afirmou a jornalistas em frente à casa do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, que comemora aniversário.

Bolsonaro acrescentou: “Não tem espaço no Orçamento no momento. Você vê a dificuldade que foi negociar essa [PEC] dos precatórios para poder dar o auxílio emergencial de R$ 400 para quem ganhava em média R$ 190. Agora, estamos prontos para conversar, pode ser que não tenha ajuste para ninguém”, acrescentou.

Em meados de dezembro passado, antes da votação Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), o Ministério da Economia cedeu ao pedido de Bolsonaro pelo reajuste dos policiais e enviou um ofício ao Congresso Nacional solicitando que fossem reservados R$ 2,5 bilhões para os reajustes salariais em 2022, ano eleitoral.

O deputado Hugo Leal (PSD-RJ), relator-geral do Orçamento, apresentou o parecer sem o reajuste prometido por Bolsonaro, mas recuou e incluiu a dotação de despesas de R$ 1,79 bilhão para este ano.

O montante beneficiaria apenas a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), mas servidores de outros órgãos também passaram a pressionar por reajustes, deixando o governo em situação delicada.

Diante disso, servidores da Receita Federal e do Banco Central iniciaram uma escalada de entrega de cargos.

O Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) programou para 18 de janeiro o Dia Nacional de Mobilização. Se não houver resposta do governo, servidores planejam outras manifestações em 25 e 26 de janeiro. O fórum reúne 37 entidades, com cerca de 200 mil servidores públicos. Metrópoles

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