segunda, 21 de setembro de 2020 - 12:45:49 AM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 03 de agosto de 2020 - 3:42 PM

Tucanos mexem com cenário político

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Sem dúvidas o lançamento da pré-candidatura a prefeito do empresário da área de turismo, Elias Bortoluzzi Collet (PSDB), mexeu com o cenário político xanxerense. O que se pode perceber são movimentações em vários partidos, que já lançaram seus pré-candidatos a prefeito, falar em reavaliar a candidatura. Tudo caminha para mais uma série de conversações entre as lideranças, buscando uma aproximação e avaliação da candidatura tucana, e o caminho a seguir.

Digitais do Bruno e Merisio

Um bom entendedor de política, sabe que, inegavelmente, esta pré-candidatura de Elias Collet tem as digitais do ex-prefeito Bruno Bortoluzzi. Mas também com a aprovação do coordenador estadual do PSDB, o ex-deputado Gelson Merisio, que não iria deixar o governador Moisés lançar o seu candidato a prefeito na terra de Merisio e ele ficar apenas olhando. Isto é questão de honra, garantem amigos mais próximos.

Vice, não!!!

Conversei com o pré-candidato Elias Collet sobre uma possível aliança com outro partido, mas ele foi categórico em afirmar que sua pré-candidatura é a prefeito de Xanxerê. “Não temos nenhuma intenção em mudar o projeto traçado e não falamos em ser vice de ninguém”, disse.

Movimentações dos partidos

O que parecia estar resolvido e decidido entre os partidos políticos de Xanxerê e seus pré-candidatos a prefeito, deve sofrer novas avaliações e até mudanças, com a entrada do PSDB no cenário político. O mês de agosto vai ser de muitas conversações, podendo no final, até as convenções, os partidos que já lançaram pré-candidatos fecharem alianças e até trocarem de pré-candidato a prefeito por um vice, para combater as movimentações dos tucanos. A conferir.

Candidaturas a prefeito

Hoje tem algumas pré-candidaturas definidas, resta saber se sobreviverão até as convenções. O PT foi o primeiro a anunciar a sua chapa majoritária, com os vereadores Adrianinho e Tiecher; seguido pelo MDB que lançou a pré-candidatura do advogado Adenilso Biasus (ainda sem vice). O PSL lançou o advogado e vereador Wilson Martins (sem vice); o PODEMOS lançou o empresário do ramo alimentício Edson Marció e o soldado Feo. O PL com o empresário Leandro Vigo, que pode sair com chapa pura, com o vereador Vilson Piccoli de vice. E agora o PSDB com Elias Collet. Mas ainda tem o vereador João Paulo Menegatti (PTB) que já se manifestou como pré-candidato. Falta saber qual será a posição do PSD, se realmente o prefeito Avelino Menegolla irá à reeleição.  Ainda podem surgir novas pré-candidaturas e muitas surpresas.

Governador Moisés pagou para ver

O advogado Leandro Ribeiro Maciel, é um dos autores do pedido de impeachment do governador Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr, por crime de responsabilidade. Em recente entrevista ao SC em Pauta, o advogado foi taxativo em afirmar que o culpado pelo impeachment foi o próprio governador Moisés, que, por soberba, juntamente com a vice Daniela, enviaram suas defesas à Alesc, alegando a legalidade da concessão de aumento aos procuradores. “Bastava o governador vir a público e afirmar: ‘Estou determinando a suspensão cautelar do aumento e só voltarei a pagar depois de um parecer do Tribunal de Contas’. Mas não, pagaram para ver. Não haveria impeachment”, disse.

A vice também é responsável

Conforme o advogado, no caso da vice-governadora não há qualquer impedimento em solicitar o impeachment, afinal ela tomou as decisões e defendeu a legalidade do aumento dos procuradores, por ser uma decisão judicial e assinou a defesa. “Ela e Moisés acharam que não iria dar em nada. Com isso, se criou o “bebê de Rosemery”. Criaram um monstro, porque não cuidaram desde o início do processo de impeachment. Agora, não tem mais volta”, alerta.

O pedido de impeachment

Em sua análise, sobre a Assembleia Legislativa ter aceito o pedido de impeachment, o advogado Leandro Ribeiro Maciel foi enfático em afirmar: “Você acha que as lideranças que levaram o pedido de impeachment até o presidente da Assembleia, Júlio Garcia, já não sabiam que tinham em uma contagem preliminar o número suficientes de votos para aprovação? É óbvio que sim. Garcia não faria isto sem esta segurança. Ele é uma pessoa muito sensata e não entraria numa coisa assim”, afirma.

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