segunda, 25 de maio de 2020 - 01:34:03 PM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 07 de maio de 2020 - 8:15 PM

Vice-governadora rompe com o governador

 

A vice-governadora Daniela Reinehr tem motivos de sobra para romper com o governador Carlos Moisés. Conforme Daniela, há muito tempo não está participando nas ações e decisões do governo, está sendo boicotada até mesmo para participar do grupo de decisões sobre a Covid-19. Solicitou para participar do grupo de WhatsApp e teve muita resistência e ainda deram na primeira vez o número errado do grupo. Por um lado estar afastada do governo foi bom, Daniela está fora deste escândalo da compra dos respiradores da empresa fantasma, que custou aos cofres do governo mais de R$ 33 milhões. Sem falar nas questões judiciais que já envolvem este escândalo.

Afastamento do secretário

A vice-governadora Daniela Reinehr, mesmo sem ter apoio do governador Carlos Moisés, se posicionou firme sobre este escândalo da compra dos respiradores e pediu o afastamento imediato do cargo do secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Em nota divulgada, ela se diz “perplexa” com o caso da compra dos respiradores, afirma que solicitou investigação aos órgãos de controle e pediu “punição dos responsáveis”.

Futuro de Moisés é incerto

Isolado e sem apoio na Assembleia Legislativa, o governador Moisés vai ter que sair do seu isolamento político e conversar seriamente com o presidente da Alesc, o deputado Júlio Garcia, e seus pares, para buscar controlar os desdobramentos da CPI dos respiradores e o pedido de impeachment proposto pelo seu ex-líder de governo, deputado Mauricio Eskudlark. Mesmo que o governador tente passar um ar de tranquilidade, as investigações por parte do Gaeco, na CPI dos respiradores já começaram. Analistas afirmam que esta compra demonstra indícios de crime. Não restam dúvidas que o clima no governo deve estar tenso, pois as consequências podem ser inimagináveis, até mesmo um impeachment. Por enquanto, o futuro do governo Moisés é incerto.

Compras escabrosas

O ex-secretário da saúde, Helton Zeferino confirmou que a indicação da empresa escolhida para a construção do hospital de campanha, em Itajaí, partiu do secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Mas com a investigação do Ministério público e do Tribunal de Justiça a compra foi suspensa sob suspeitas graves de superfaturamento. Neste projeto, seriam gastos espantosos R$ 77 milhões. Resta alguma dúvida que o secretário da Casa Civil tem que ser afastado do cargo? O governador Moisés precisa tomar uma posição, o mais rápido possível, ou está sujeito a ser taxado como cúmplice destas compras escabrosas. A sociedade clama por uma resposta do governo.

Bloqueio dos bens

O primeiro a ser atingido por ações da justiça foi o ex-secretário da saúde, Helton Zeferino. A juíza Ana Luisa Schmidt Ramos, da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou a indisponibilidade de bens do ex-secretário até o limite de R$ 32,5 milhões. Na decisão, a juíza considera que já havia determinado o bloqueio de R$ 33 milhões (valor que corresponde à compra dos respiradores) das contas da Veigamed. No entanto, só estavam disponíveis R$ 483 mil. Diante disso, ela atende parte dos pedidos feitos na ação.

Explicar o inexplicável

Por mais que o governo tente explicar o inexplicável, este escândalo da compra dos respiradores gerou um desgaste político enorme para o governador Carlos Moisés. Sem falar nas complicações legais e jurídicas que o governador terá que enfrentar pela frente. Até onde vai este desgaste político saberemos nesta eleição. Os pré-candidatos do PSL a prefeito e vereadores sofrerão na pele as cobranças durante a eleição. A conferir.

Compras suspeitas

O deputado Marcos Vieira (PSDB), presidente da Comissão Especial que analisa os gastos com o combate ao coronavírus, informou que já foi identificado outro pagamento de R$ 44 milhões, com dispensa de licitação, para a compra de insumos e com pagamento adiantado. Sem dúvidas, pairam no ar muitas perguntas sobre os gastos do governo do estado no combate do coronavírus. Ainda mais depois deste escândalo da compra dos respiradores. Pelo visto, as investigações levaram a muitos questionamentos. Com a palavra o governo do estado.

Futuro de Lula é sombrio

Lula foi condenado duas vezes em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Lula tem futuro sombrio: os recursos vão demorar, mas advogados experientes acham que até meados de 2020 ele estará atrás das grades, acompanhando a campanha eleitoral à distância. Ele deixou de ser réu primário, agora terá de somar as suas penas e dividir por seis, para ter progressão de regime: terá de cumprir, no mínimo, 3 anos e 11 meses em regime fechado. São 8 anos e 11 meses do primeiro caso mais 17 anos e um mês no segundo, menos os 580 dias já cumpridos: sobram 23 anos e meio.

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