segunda, 25 de maio de 2020 - 03:39:00 PM
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Lucio Jaques
Reana Seguros
PUBLICADA EM 22 de abril de 2020 - 6:18 PM

Volta da economia: quem vai pagar a conta?

 

Começou nesta quarta-feira (22) a retomada da economia em Santa Catarina, mas as notícias não são nada boas. O secretário da Fazenda, Paulo Eli, afirmou que o Governo de Santa Catarina terá dificuldades para honrar os compromissos financeiros a partir de maio, incluindo a folha de pagamento dos servidores, caso não haja um socorro do governo federal aos estados para compensar a perda de arrecadação, provocada pela crise do coronavírus. Ele estima que o governo do Estado já tenha perdido R$ 811 milhões em ICMS.

Risco total

“A partir do mês de maio estamos sob risco total. Todos os estados estão. Santa Catarina já estava fazendo o dever de casa nos últimos três anos e nós estávamos conseguindo colocar todas as contas do Estado em dia. A crise veio agora no dia 17 de março e colocou por terra todo o nosso trabalho durante os últimos três anos na Secretaria da Fazenda e no Governo do Estado”, disse Paulo Eli.

MDB vai cobrar

O presidente da Associação dos Prefeitos do MDB-SC, José Antônio Guidi, afirmou em videoconferência, promovida pela executiva do partido, que o partido vai cobrar dos governos federal e, principalmente, estadual, ações e recursos para atender todas as regiões de Santa Catarina no combate ao coronavírus. Além dessas questões, Dudão sugeriu gestões no sentido de permitir o uso de uma parcela maior do que os 25% do orçamento municipal para saúde.

Socorro aos estados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que negocia ampliação do acordo de socorro aos Estados, mas que a contrapartida tem de ser o congelamento dos salários dos servidores públicos por dois anos. Ele disse ainda que as reformas voltam ao radar no segundo semestre e que a saída da crise é via investimentos privados.E deixou claro que a “crise da saúde não será transformada em uma crise fiscal sem precedentes”.

Pesquisa

Pesquisadores do Instituto Paraná foram a campo em 212 municípios do Brasil entre os dias 13 e 16 de abril. Ouviram 2.218 pessoas. Foi perguntado aos entrevistados se foram impactados financeiramente pela crise do coronavírus. Estratosféricos 81,9% responderam que sim. Neste universo, 33% disseram que foram muito impactados economicamente. Outros 19,5% disseram que o baque foi o “normal de uma crise.” Já para 29,4% a mexida no bolso foi considerada pequena. Já no campo emocional, 39,3% afirmaram ter sentido crises de ansiedade, depressão ou outros distúrbios psicológicos. Para 57,1%, a quarentena, o isolamento social e as rápidas mudanças econômicas não trouxeram alterações emocionais.

Isolamento

Levantamento do Paraná Pesquisa mostra que para a maioria (53,2%) dos brasileiros, o isolamento social deve ser mantido enquanto for necessário, independente da crise ou impacto econômico que a medida possa causar. De outro lado, somam 42,7% da população aqueles que não concordam com a manutenção do isolamento independentemente das consequências. Não souberam responder 4,1% dos entrevistados. A região onde o isolamento sem medir consequências tem o maior apoio é o Nordeste, com 54,1%. A menor está no Sul, 51,9%.

Abrir o mercado

Chegou o momento do mercado ser aberto. Os governos estadual e municipal tiveram tempo para estruturar as unidades de saúde e se equipar. Mais do que isto, conhecer um pouco mais dos efeitos e contágio do Coronavírus. A economia pede socorro, o trabalhador informal passa por dificuldades em manter sua família e pagar suas contas. Mas é importante que a sociedade saiba que mesmo aberto o mercado, não teremos uma vida normal, o perigo do contágio ainda existe e é grande. Enquanto não for criada uma vacina, vamos ter que continuar usando máscara e evitar reuniões, abraços e apertos de mãos, entre outros cuidados.

Uso da hidroxicloroquina

Um novo estudo com o uso da hidroxicloroquina em pacientes que contraíram a Covid-19 nos Estados Unidos não mostrou os benefícios do uso do medicamento no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).   A pesquisa foi realizada pela Universidade da Virgínia e publicada no “New England Journal of Medicine” e ainda aguarda a validação de outros cientistas. No entanto, os resultados estão sendo considerados muito importantes porque o estudo é o maior já realizado até o momento, com 368 pacientes.

Tratamento

De acordo com a publicação, cerca de 28% dos que tomaram a hidroxicloroquina, mais o tratamento padrão para o combate da Covid-19 morreram, enquanto a taxa de morte entre aqueles que só usaram o tratamento normal ficou em 11%. Já aqueles que tomaram a combinação da hidroxicloroquina com o antibiótico azitromicina teve uma taxa de letalidade de 22%. “Nesse estudo, não encontramos evidências que o uso da hidroxicloroquina, com ou sem a azitromicina, reduziu o risco da necessidade de ventilação mecânica. Uma associação com um aumento da mortalidade foi identificada nos pacientes tratados com apenas hidroxicloroquina”, diz ainda o relatório final.

Vacina contra Covid-19

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Berna (Suíça) apresentou nesta quarta-feira (22) uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), que tem chances de ficar pronta no próximo mês de outubro. “Esta será a primeira ou uma das primeiras vacinas” a conter a pandemia do Covid-19, disse em coletiva de imprensa o chefe do Departamento de Imunologia do Hospital Universitário de Berna, Martin Bachmann, que lidera a pesquisa. De acordo com o especialista, o medicamento está no estágio de teste de eficácia e de segurança. “A chance de sucesso é realista. A Suíça tem uma tradição de pragmatismo e está pronta para encontrar um compromisso de uma vacina o mais rapidamente”.

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